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Patrimônio histórico03/02/2015 | 13h34

Comissão da Maesa faz primeira visita oficial ao prédio, em Caxias do Sul

Reconhecimento do prédio serviu para nortear o projeto de futura ocupação, que deverá ser apresentado em dezembro

Comissão da Maesa faz primeira visita oficial ao prédio, em Caxias do Sul Roni Rigon/ Agência RBS/
Grupo conheceu o espaço de cerca de 53 mil metros quadrados, incluindo a fundição Foto: Roni Rigon/ Agência RBS
Os primeiros passos para o projeto que definirá a futura ocupação da Maesa foram dados, literalmente, na manhã desta terça-feira. Integrantes da Comissão Especial Temporária para o Tombamento e Ocupação, acompanhados pelo prefeito Alceu Barbosa Velho e o diretor da Voges, Osvaldo Voges, fizeram a primeira visita oficial guiada pelas dependências do complexo.

>> GALERIA DE FOTOS: veja o interior do prédio da Maesa, em Caxias do Sul

O roteiro serviu para a equipe conhecer melhor o espaço de cerca de 53 mil metros quadrados, doado ao município pelo Estado e tombado pelo prefeito na última semana. Conforme a secretária municipal da Cultura e presidente da comissão, Rubia Frizzo, até dezembro, quando expira o prazo para a apresentação do projeto, estão previstos 12 encontros mensais do grupo. A comunidade também será ouvida, em audiências públicas previstas para ocorrerem de três em três meses.

— A destinação de todo o espaço é cultural e pública, mas dentro desse contexto, temos de estudar a vocação específica de cada prédio ou área dentro da Maesa. Dar a melhor ocupação para o que a estrutura original oferece. Esse é um dos papéis do grupo — avalia Rubia.



A comissão é composta por dois representantes da Câmara de Vereadores, um representante da Secretaria Municipal da Cultura, um representante da Secretaria Municipal do Planejamento, um representante da Procuradoria-Geral, um representante do Samae, um representante da UCS, um representante da CIC, um representante da Associação de Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Químicos e Geólogos de Caxias do Sul, um representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, um representante da União das Associações de Bairros e um representante da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG).

— Tivemos essa preocupação de reunir diversos técnicos, fundamentais para validar e colocar em prática, ou não, as ideias que estamos recebendo da comunidade — avalia Rubia.

Entram aí um possível mercado público, museus (da metalurgia, de artes visuais, etc), restaurantes, espaços de lazer e cultura, até as secretarias da própria prefeitura.

— Existirá todo um estudo de impacto, desde o ambiental até a questão de locais que lidariam com gastronomia e alimentação, em função dos trabalhos de fundição. Também há a questão de não lotear a Maesa — avalia a presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Compahc) e representante da Procuradoria-Geral do Município na comissão, Karin Comandulli Garcia.

Num dos pavilhões, por exemplo, estão depositados provisoriamente os carros alegóricos da Festa da Uva. Para o o prefeito Alceu Barbosa Velho, a comissão é diversificada o suficiente para definir os rumos desse espaço cultural e público. E terá um ano para trabalhar.

— O que a comissão disser, é lei — finalizou.

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