"O avião entrou em parafuso-chato", afirma namorada de sobrevivente de acidente aéreo em Veranópolis - Cidades - Pioneiro

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Queda de monomotor22/09/2014 | 10h38Atualizada em 22/09/2014 | 17h15

"O avião entrou em parafuso-chato", afirma namorada de sobrevivente de acidente aéreo em Veranópolis

Marcelo Girardi Censi teve lesões no pé e na coluna

"O avião entrou em parafuso-chato", afirma namorada de sobrevivente de acidente aéreo em Veranópolis Roni Rigon/ Agência RBS/
Carline Favero foi a primeira pessoa a receber a notícia da queda do monomotor Foto: Roni Rigon/ Agência RBS
O sobrevivente do acidente com o monomotor que matou o empresário João Zatt, 61 anos, na tarde do domingo, em Veranópolis, se recupera das lesões no Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi. Marcelo Girardi Censi, 36 anos, teve lesões no pé e na coluna. Ele não está autorizado a receber visitas, mas a namorada, Carline Favero, 26, está no hospital desde a tarde de domingo.

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Carline foi a primeira pessoa a receber a notícia da queda do monomotor: Censi ligou para ela logo após o acidente. O rapaz usou o celular que carregava no bolso e que ficou intacto com a queda.

O namorado disse à namorada que estava próximo ao aeroclube (distante mais de quatro quilômetros). Censi conseguiu lembrar de como aconteceu o acidente.

— Ele me disse que o avião entrou em parafuso-chato, como eles chamam, e o João não conseguiu mais retomar o controle. Diante do tamanho do susto, até que o Marcelo está calmo — afirmou a namorada na manhã desta segunda-feira.

Na manobra parafuso-chato, o avião desce girando em torno de si em sentido vertical. O avião teria caído girando. Segundo Carline, o piloto tentara planar o avião, mas sem sucesso.

Censi e Zatt não eram amigos de longa data: conviviam no Aeroclube de Veranópolis há poucos meses. Censi está tirando habilitação para pilotar monomotores e foi convidado por Zatt para passear pela cidade no domingo. O jovem estava sentado ao lado do piloto no momento da queda, aproximadamente 30 minutos após a decolagem.

Segundo a namorada, as árvores e o matagal onde a aeronave caiu podem ter ajudado a minimizar o impacto.

Censi é engenheiro mecatrônico e trabalha na Vipal, em Nova Prata. Ele não desistiu de obter habilitação para pilotar.

— Ele quer pensar nisso depois. Agora, está se recuperando do susto — comenta.

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