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Queda de monomotor22/09/2014 | 12h39Atualizada em 22/09/2014 | 17h17

"Ninguém gosta de imaginar desgraça", afirma agricultor que viu o avião cair em Veranópolis

Ricardo Bissani diz que está acostumado com o movimento de aviões próximo de casa

"Ninguém gosta de imaginar desgraça", afirma agricultor que viu o avião cair em Veranópolis Roni Rigon/ Agência RBS/
Após tratar os bichos e fazer uma boa pescaria na tarde do último domingo, o barulho de um motor sobrevoando a propriedade da família deixou os Bissani atentos Foto: Roni Rigon/ Agência RBS
Domingo é dia de descanso na casa dos agricultores Ricardo e Arlindo Bissani, 36 e 73 anos, respectivamente. Após tratar os bichos e fazer uma boa pescaria na tarde do último domingo, o barulho de um motor sobrevoando a propriedade da família deixou os Bissani atentos. Donos de 46 hectares de terra na localidade de Santa Lucia, em Veranópolis, eles estão acostumados com o movimento de aviões próximo de casa, já que o Aeroclube de Veranópolis fica a 4 quilômetros de distância.

— Mas aquele avião rodopiando estava estranho. Só que pensamos que era só uma manobra. Ninguém gosta de imaginar desgraça — lembra Ricardo.

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Após ao avistarem o avião, cerca de 20 minutos depois, o caminhão dos bombeiros apontou no estacionamento da família. Era a notícia: um avião caiu e havia pessoas feridas. Os bombeiros foram avisados pela namorada de um dos envolvidos na queda. Pai e filho ajudaram no resgate e usaram o trator para chegar até o local, distante cerca de 600 metros da casa dos Bissani. Lá, o sobrevivente Marcelo Girardi Censi, 36, avisava que o amigo João Zatt, 61, não conseguia sair do avião.

— Ele estava desorientado e não conseguia nos mostrar onde tinha caído. Ele saiu da mata e, para voltar, foi difícil — descreve Ricardo.

Apesar de avistarem o avião rodopiando no céu e próximo da casa onde estavam, a família não escutou barulho de colisão. O avião não caiu em cima de árvores, apenas atingiu galhos. Arlindo ficou em estado de choque ao avistar a aeronave caída dentro da propriedade. A notícia da morte de Zatt agravou a situação: ele era amigo da família.

— Nós sempre imaginamos que esses aviões com manobras diferentes são perigosos. Tínhamos medo que uma hora isso fosse acabar em tragédia — lamenta Arlindo.

O acesso à propriedade está bloqueado pela polícia. Até o fim da manhã desta segunda, a perícia ainda não tinha ido ao local.

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