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Tradicionalismo07/02/2014 | 06h03

CTGs de Caxias participam das competições de danças tradicionais no Rodeio Internacional de Vacaria

No total, 185 entidades disputam provas de modalidades artísticas

CTGs de Caxias participam das competições de danças tradicionais no Rodeio Internacional de Vacaria Gabriel Lain/Especial
Modelo dos trajes do CTG Imigrantes e Tradição reflete a história e cultura gaúcha Foto: Gabriel Lain / Especial

Neste sábado, iniciam no Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria as competições da modalidade artística mais aclamada pelo público: a de danças tradicionais, nas categorias Mirim, Juvenil, Adulta e Veterana, disputadas por 68 grupos de danças. No total, 185 entidades participam das provas, que incluem chula, gaita, violão, declamação e intérprete vocal.

Em nome da sincronia perfeita de peões e prendas no tablado, integrantes da invernada adulta do CTG Imigrantes e Tradição fazem qualquer sacrifício. Camila Canani Pinto, 24 anos,  tem dois empregos, cursa duas pós-graduações, é instrutora da invernada mirim e ainda acha tempo para ensaiar horas a fio durante a semana e também nos sábados e domingos.

<< Confira uma galeria de fotos dos ensaios >>

O cuidado não é apenas com os movimentos da dança. Os próprios trajes reverenciam os bailes de antigamente.  Os peões dividem-se entre a bombacha, chiripá e saiote, retomando diversos períodos de tempo da história rio-grandense.  As prendas irão revezar entre vestido e conjunto de saia e blusa.

O sapateio é um dos segredos da invernada adulta do CTG Pampa do Rio Grande, que conquistou o título de campeão na modalidade dança tradicional em 2012.  Para isso, eles contam com a inspiração e experiência dos irmãos Eduardo, 31 anos, e Gabriel Gomes de Andrade, 32. O primeiro completa 25 e o segundo 26 anos dedicados à dança, sempre no Pampa.

— Lá em casa, a dança é assunto antes, durante e depois do ensaio. Olhamos as gravações das nossas apresentações, analisamos as planilhas de avaliações, debatemos — conta Gabriel sobre o método.

A dedicação não é exclusiva das invernadas adultas. Os 37 adolescentes da invernada Juvenil do CTG Os Carreteiros mostram responsabilidade não só durante os ensaios. O posteiro Matheus Vargas Teixeira, 16 anos, e a 3ª Prenda Juvenil do CTG, Ana Cláudia Reis de Oliveira, 14, chegaram a ir no ano passado em um curso de dança em Vacaria para atualizar passos e aprender outros novos, conhecimento dividido com o grupo.

Na outra ponta, a invernada Veterana do CTG Aruá, vice-campeã da modalidade em 2008, mostra que também sabe fazer bonito. O curioso é que a maioria dos integrantes começou a dançar só depois de adulto, alguns já na terceira idade. O interesse despertou aos poucos, enquanto levavam os próprios filhos para ensaiar. Não deu outra: a invernada virou um verdadeiro encontro de gerações, reunindo participantes de 30 a 65 anos.

Vez que outra, a ensaiadora Rosemeri Puhl, 32 anos, faz par com o próprio pai, Sérgio Puhl, de 60. É também Elisandro Padilha, 31 anos, que instrui o pai, João, de 59 anos, e os outros integrantes no sapateio. Um mês antes do evento, não há moleza durante os ensaios, que acontecem quatro vezes por semana.

— Não tem como não tremer a perna e sentir frio na barriga no rodeio de Vacaria — conta João, revelando a ansiedade.

 
 
 

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