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Patrimônio17/10/2013 | 07h31

Museus de Caxias do Sul guardam preciosidades na reserva técnica

Em dois dos maiores museus da cidade, acervo que não está exposto tem milhares de peças historicamente valiosas

Museus de Caxias do Sul guardam preciosidades na reserva técnica Jonas Ramos/Especial
Acervo do Museu Municipal tem mais de 10,2 mil objetos Foto: Jonas Ramos / Especial

No Museu Municipal ou no Museu dos Capuchinhos (Muscap), dois dos mais importantes museus de Caxias do Sul, a grande riqueza histórica não está exposta. Ela está separada em prateleiras, guardada em gavetas, caixas ou protegida dentro de armários, com temperatura e umidade controlada. É a chamada reserva técnica.

O Municipal, por exemplo acumula um acervo que chega a mais de 10,2 mil peças, a maioria doadas pela comunidade. Pouco mais de 15% estão expostas na instituição e em outros quatro espaços de visitação (Casa de Pedra, Monumento ao Imigrante, Museu Municipal da Uva e do Vinho Primo Slomp e Memorial da Cantina Antunes).

>> Confira galeria de fotos da reserva técnica dos museus Municipal e dos Capuchinhos

Os itens ficam guardados em um espaço de 45 metros quadrados, que já está pequeno, em um prédio anexo, nos fundos do museu. São coisas que fazem parte da história da imigranção italiana na região e que contam um pouco sobre a vida do homem dos séculos 19 e 20: roupas, artigos pessoais como chapéus, bolsas, sapatos, louças, móveis, imagens religiosas, discos, brinquedos, exemplares do artesanato colonial — o Museu Municipal tem o maior coleção de panos de parede do Estado, com 200 peças —, além de artigos raros como logomarcas, moldes e desenhos da antiga Metalúrgica Abramo Éberle, entre outras peças.

No Muscap, a proporção de artigos expostos em relação ao acervo nem é calculada. Isso porque há uma gigantesca quantidade de materiais como fotos, documentos, livros, arte sacra, objetos pessoais, religiosos, móveis dos freis capuchinhos, além de equipamentos antigos da gráfica São Miguel e do jornal Correio Riograndense, só para citar os principais, que sequer foram catalogados ainda e estão acumulados em salas pelos três andares do prédio no bairro Rio Branco.

— Temos um acervo muito diversificado, com muitas coleções. Fazemos o que é mais urgente, mas infelizmente faltam voluntários para ajudar a catalogar, armazenar e organizar os objetos — destaca o frei Celso Bordignon, diretor do Muscap.

Confira na edição desta quinta-feira reportagem completa sobre a reserva técnica e mais curiosidades sobre os museus.

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