Os agricultores são os que mais relutam em buscar qualificação para operar tratores e carretas agrícolas, segundo a Emater. Isso explica porque os acidentes fatais se tornaram rotina na Serra. Pelo menos 11 trabalhadores morreram desde 2009.
As mortes, em sua maioria, são provocadas por manobras arriscadas em terrenos acidentados, mas há casos em ruas e estradas. Em 2011, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) registrou 26 vítimas fatais em todo o Estado.
Como as máquinas agrícolas trafegam em baixa velocidade provocam graves colisões especialmente à noite. Os mortos e feridos em propriedades rurais, porém, são acidentes de trabalho e não entram na conta da trânsito.
Entretanto, a maior parte das vítimas é proprietária e não tem vínculo com o Ministério do Trabalho e Emprego, segundo o chefe de fiscalização da delegacia do Ministério do Trabalho e Emprego, Vanius Corte. Na prática, o total de mortes é ignorado pelas autoridades.
O engenheiro agrônomo e instrutor da Emater Cláudio De Leon lembra que diversas capacitações e reciclagens foram canceladas por falta de turmas. Anualmente, o centro oferece cinco cursos com duração de uma semana.
— A saída é a conscientização dos agricultores. Só que muitos confiam demais na experiência e aí acontecem os acidentes fatais.
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