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Quando volta?08/08/2020 | 07h06Atualizada em 08/08/2020 | 07h06

Federação Gaúcha de Futebol e clubes discutem retorno da Divisão de Acesso

Reuniões continuam acontecendo em busca de uma solução

Federação Gaúcha de Futebol e clubes discutem retorno da Divisão de Acesso Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Se para os clubes da elite do Gauchão foi difícil retornar a competição, imagina para os times da Divisão de Acesso que não possuem o mesmo poder financeiro. A competição continua paralisada e os clubes seguem discutindo a viabilidade do retorno juntamente com a Federação Gaúcha de Futebol (FGF). No entanto, os custos dos protocolos, assim como o modelo de distanciamento controlado, dificultam essa retomada. 

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Os três clubes representantes da Serra Gaúcha na competição - Brasi-Fa, Glória e Veranópolis - aguardam as definições e participam dos encontros virtuais com os demais envolvidos em busca de soluções. 

- A maneira de seguir o campeonato está ficando bastante difícil. Eu deixo bem claro que o Veranópolis quer jogar, até porque temos um fôlego da primeira divisão e nós queremos gastar esse fôlego neste ano para retornar à Primeira Divisão. Então, a nossa vontade é jogar -  disse o presidente do Veranópolis, Gilberto Generosi.

Os clubes voltam a se reunir de maneira virtual na próxima semana. Os 16 representantes das equipes e o presidente da FGF, Luciano Hocsman, buscam soluções para o retorno do campeonato, que precisa terminar ainda neste ano por força do regulamento. Assim, a data limite para recomeço pode ser a segunda quinzena de setembro, no máximo início de outubro, com jogos quartas e domingos. 

- A primeira divisão foi um jogo de xadrez para voltarem os jogos. Os custos que os clubes e a federação tiveram foram bastante elevados. Nenhum clube do interior teria condições de bancar isso sozinho. A outra questão são as bandeiras. Se um clube dos 15 tiver o decreto dos prefeitos, que é legitimo, o clube fica sem treinar e sem jogar, consequentemente para o campeonato - completou Generosi. 

A principal preocupação dos clubes é em relação aos custos com testes, protocolos, viagens que devem ser feitas com dois ônibus.  Para fazer todo o campeonato, com testagem dos profissionais no início dos treinos e antes de cada jogo, o valor pode chegar a R$ 50 mil.  No entanto, a FGF deve bancar esse valor.

- O Glória acha que pode jogar, quer manter a competição. Nós pensamos também nos atletas que estão desempregados. Pensamos que com todas as medidas é possível jogar a competição. Pelo que nós conversamos na última reunião, os testes seriam subsidiados pela Federação, porque tem uma verba para os clubes e isso seria para os testes - disse Ivar Saraiva,  diretor financeiro do Glória. 

A Divisão de Acesso está paralisada desde o dia 16 de março. Apenas três rodadas da fase classificatória foram disputadas. Ao todo, estima-se que sejam necessárias 20 datas no formato atual para a conclusão do campeonato. 

- A gente gostaria que saísse o campeonato. Sabemos da dificuldade da pandemia. Claro, que a projeção era começar dia 20 de setembro, até lá pode mudar bastante. 4 de outubro foi uma outra sugestão para o campeonato terminar neste ano, passando disso fica inviável porque precisa acabar em 2020. Então, a expectativa do Brasil é que saia o campeonato. A maioria dos clubes não quer, porque estão com recursos escassos - comentou Elenir Bonetto, presidente do Brasil-Fa.

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