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Esperança10/08/2020 | 21h06Atualizada em 10/08/2020 | 21h06

Com parcerias encaminhadas, retorno do Caxias Basquete ao NBB está mais próximo

No entanto, ainda há necessidade de aprovação de projeto-lei e apoio direto

Com parcerias encaminhadas, retorno do Caxias Basquete ao NBB está mais próximo Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O Caxias do Sul Basquete está próximo de voltar à disputa do Novo Basquete Brasil (NBB). O time gaúcho tem a possibilidade de retornar à elite do basquete nacional na temporada programada para iniciar no dia 14 de novembro, a partir de parcerias encaminhadas com empresas caxienses.

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Um projeto-lei de incentivo ao esporte, encaminhado à Secretaria Estadual de Esporte para avaliação e aprovação, busca a liberação de verba via Grupo Rodoil e Empresas Randon para apoiar o Caxias Basquete na participação do NBB 2020/2021. O dinheiro seria pago pelas empresas através do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação).

O acerto com as empresas caxiense foi definido antes do envio do projeto ao governo estadual. Agora, a espera é pela liberação da verba, o que garantirá boa parte da receita necessária para que o time entre em quadra a partir do fim do ano.

– Estamos aguardando a liberação desse projeto em Porto Alegre. A Randon e a Rodoil entraram como nossas parceiras nisso. Com a aprovação se confirmando, vamos ter a base para iniciar o projeto de time – afirma o técnico Rodrigo Barbosa.

Por ser um dos franqueados da Liga Nacional de Basquete (LNB), o Caxias não precisa disputar a competição de acesso para jogar o NBB. Porém, depois de duas temporadas ausente, essa é a última chance para que a equipe retorne ao campeonato. O limite para a confirmação da participação é 31 de agosto.

Mesmo com duas temporadas batendo na trave e não conseguindo a verba para participar do torneio, o ânimo de quem está buscando a viabilização da condição de disputa parece renovado.

– Quando convidei o pessoal para tentar de novo, surgiu aquela pergunta: “E se não der?”. Eu disse que pior que 2018, que a gente teve aquele baita resultado, conseguimos a vaga na Liga Sul-Americana, que tínhamos tudo positivo e não conseguimos dinheiro para jogar, não vai ser – disse Barbosa, se mostrando otimista com a resposta dada:

– Estou positivo no sentido de que vamos conseguir, apesar das dificuldades. 

Além da aprovação do projeto estadual, será preciso que outros patrocínios cheguem para apoiar a equipe. O valor que vier através do apoio de marketing direto será utilizado para o pagamento dos jogadores. As receitas vindas de projetos de lei não podem servir para salários de atletas, mas vão para despesas com viagens, hospedagens e outras necessidades durante a competição.

ACREDITANDO

Segundo a LNB, é preciso que uma equipe apresente garantias financeiras de, pelo menos, R$ 1,8 milhão, divididos em 10 meses de temporada, para ser apta à disputa do NBB. Os valores que Randon e Rodoil entregariam para o time via ICMS, que seria recolhido, ainda não foi divulgado pelas partes envolvidas na negociação.

O que se cogita é que a receita vinda das duas empresas represente cerca de 55% do valor necessário para que a participação do Caxias Basquete no NBB seja viabilizada. O intuito é que o projeto de lei consiga praticamente a mesma coisa que era arrecadado com o Banrisul, antigo parceiro do time, que vinha de recurso de lei federal.

Como as legislações não liberam o pagamento de atleta, as conversas e negociações que os representantes da equipe estão realizando com empresários trarão a verba necessária para montar o time. Esse é um dos motivos que não permite que mais empresas sejam incluídas no projeto do Caxias Basquete.

Um patrocínio máster, por exemplo, seria algo em torno de R$ 450 mil. Divididos nos 10 meses da temporada, o valor seria de cerca de R$ 45mil/mês.

– Nenhuma lei, estadual ou federal, permite uso do dinheiro para os salários de atletas. Por isso, a montagem do time depende do patrocínio direto. Além disso, a lei estadual tem um valor abaixo da federal, então não adiantaria colocar várias empresas ou valores mais altos, que não seria aprovado – explica Barbosa, mostrando confiança:

– Se me perguntar o que eu tenho hoje, é zero. Tenho um projeto em Porto Alegre que precisa ser aprovado e algumas negociações com empresas que ainda não me disseram “sim”.  Mas existem as possibilidades. E dentro desses 20 dias vamos fazer o máximo que pudermos.

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