Mesmo com dificuldade financeira, Juventude não desiste da "cereja do bolo" - Esportes - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Série B31/07/2020 | 16h42Atualizada em 31/07/2020 | 16h42

Mesmo com dificuldade financeira, Juventude não desiste da "cereja do bolo"

Direção trabalha com possibilidade de parcerias para viabilizar contratação

Mesmo com dificuldade financeira, Juventude não desiste da "cereja do bolo" Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Após a eliminação no Gauchão, o foco do Juventude é todo na Série B. O momento é de avaliação interna para possibilidade de saídas — como de Fábio Matos, Caíque Valdívia e Edcarlos — e também chegada de pelo menos três reforços. Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra, o vice-presidente de futebol alviverde, Osvaldo Pioner, comentou sobre o planejamento, objetivos e a busca pelo reforço de peso, a famosa "cereja do bolo".

Leia Mais
Como o Juventude está encaminhando saídas de atletas e a chegadas de reforços

— Estamos dando atenção para aqueles que entendemos que não vão ter  grande oportunidade este ano. É melhor emprestar, que eles joguem e tenham ritmo em outro lugar para não prejudicar a carreira deles. Uma atenção mais especial com os meninos da base. Se um ou outro ainda não correspondeu a contento, vamos tentar emprestar para desenvolver seu futebol — comentou Pioner.

Nos três jogos do Gauchão, o técnico Pintado escalou três times diferentes. Era o planejamento para dar oportunidade  para o maior número possível de atletas e observar quem poderia ser utilizado na sequência do ano. Na Série B, isso não irá acontecer. 

— As experiências eram necessárias. Nós não vamos saber no meio de um campeonato se é melhor jogar com dois volantes de marcação. Esse era o momento. Agora na Série B, somos contra. Acabaram as experiências. Para um grupo com oito contratações, nós fomos obrigados a fazer (as experiências) e não teríamos outros jogos para isso — analisou o dirigente.

O Juventude pretende repor possíveis saídas. O clube já busca a contratação de um zagueiro e também um meio-campista próximo às características de Renato Cajá, mas encontra dificuldade pelo alto valor.

O mercado começa a se movimentar. Tanto para chegadas de novos reforços, quanto para possíveis saídas. Clubes de Série C e D já demonstraram interesse em jovens do Juventude como o lateral-direito Igor, o lateral-esquerdo Felippe, o volante Bruno Camilo e o atacante Caprini, que está emprestado ao Esportivo.

— Têm muitos clubes pedindo, do interior de São Paulo, que vão disputar as Séries C e D, do Rio de Janeiro, do Paraná. Têm três ou quatro situações. Alguns pedem para liberar pagando parte do salário. O Bruno Camilo também já pediram, o próprio Caprini. Agora, os clubes também começam a reforçar — revelou Pioner.

Série B e a cereja do bolo

O Juventude nunca escondeu o desejo de contratar um grande nome para o time. Na gíria do futebol, a "cereja do bolo". No entanto, as dificuldades financeiras em decorrência da pandemia atrasaram esse processo, mas a direção não desistiu e busca parcerias para viabilizar uma peça importante para a equipe. 

— Com a pandemia, acabou ficando mais difícil para nós. Estávamos indo muito bem na campanha de sócios. A gente tinha combinado que o aumento dos sócios seria canalizado para a famosa "cereja do bolo". Realmente, estávamos levando a sério. Então, nossa força, enquanto não tiver um fato novo, um patrocínio diferente, ou uma empresa com aporte financeiro, não tem como. Não estou desistindo, nem jogando a tolha. A realidade é essa. Qualquer jogador mais qualificado é R$ 90 mil, R$ 100 mil. Não adianta. Nosso teto está longe, não é nem a metade disso. Não desistimos e estamos procurando parcerias — comentou o vice de futebol. 

O Juventude estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, no sábado, dia 8, contra o CRB. Será o retorno da equipe alviverde à segunda divisão nacional. Antes de pensar em acesso, a intenção é se manter. 

— Nosso primeiro objetivo é não correr risco de rebaixamento. Isso não passa pela nossa cabeça e não pode acontecer. Vamos ter que trazer duas ou três peças, mesmo que seja para grupo. Se as pessoas não funcionarem, não vamos correr risco. Vamos substituir e tentar fazer diferente. O segundo objetivo, é como aconteceu no próprio Gauchão. Voltamos com um grupo novo e encaixou bem, no detalhe não classificamos — disse Pioner.

Leia Também
Empresa de Caxias produz 100 casacos para crianças do projeto Mão Amiga
MPF faz acordo com 25 prefeitos da Serra para tratamento precoce com cloroquina

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros