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Série24/06/2020 | 07h27Atualizada em 24/06/2020 | 10h17

Histórias de torcedor: amor pelo Caxias desde os tempos da Baixada Rubra

Silvio Veronese, 60 anos, é apaixonado pelo time grená

Histórias de torcedor: amor pelo Caxias desde os tempos da Baixada Rubra Arquivo Pessoal/Silvio Veronese
Foto: Arquivo Pessoal / Silvio Veronese

O Caxias foi fundado em 1935, com o nome de Grêmio Esportivo Flamengo. Anos depois, diante de uma crise financeira, em 1971, surgiu a Associação Caxias de Futebol, em uma parceria com o Juventude.  No entanto, quatro anos depois, os dois lados se separaram novamente e despontou a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, com o uniforme grená, azul e branco. 

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O sétimo personagem da série Histórias de Torcedor acompanhou toda essa evolução do clube, sempre nas arquibancadas. Silvio Veronese, 60 anos, é apaixonado pelo Caxias e passou esse amor para a família.

– Influenciei muito a minha filha Natália, porque a minha esposa Dirlei é papo. Eu e a Natália sempre fomos aos jogos do Caxias, mas já faz três anos que ela foi para a Irlanda. Então, adotei minha sobrinha, Carol Veronese, minha companheira. Já influenciei muitos meninos, mas não é fácil, porque os pequenos torcedores, já nas escolinhas, aprendem pela mídia a ganhar títulos e começam a gostar de Grêmio e Inter, e os clubes do Interior sofrem com isso – diz Silvio, que lembra não ser influenciado por ninguém para torcer pelo Caxias:

– Não fui influenciado por ninguém a gostar do Caxias. Gosto muito de futebol, e o clube que eu mais me identifiquei foi o Flamengo, no velho estádio da Baixada Rubra. Logo depois veio a Associação Caxias, e na sequência, meu glorioso grená.

O amor de Silvio pelo Caxias é de longa data, assim como é grande o período sem poder torcer pelo seu time. O Caxias não entra em campo desde o dia 16 de março, ou seja, 100 dias. Impossível imaginar como um fanático consegue superar essa abstinência de futebol. Acostumado a assistir as partidas com os amigos e os sobrinhos, aquela aglomeração e a emoção no estádio fazem falta. 

– Muitas saudades do Centenário, saudades dos amigos, saudades das pessoas que convivem com a gente. Nos domingos, às 13h30min, já estávamos lá no estádio, eu, minha filha e minha sobrinha, conversando de futebol, de família, de tudo, só esperando o grená do povo. Muitas tristezas, muitas alegrias, muito choro, mas sempre com final feliz – lembra Silvio. 

Presente na glória

Todo o torcedor tem histórias para contar. Silvio não é diferente. Ele acompanhou vários capítulos da história do clube, incluindo o maior de todos: o título de campeão gaúcho em 2000.  

Depois da vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio no Estádio Centenário, no meio de semana, a partida de volta seria no domingo, em Porto Alegre. Porém, o jogo foi adiado. O árbitro Carlos Simon entendeu que o gramado do Estádio Olímpico estava sem condições, devido à chuva. Isso deixou milhares de pessoas revoltadas, principalmente os mais de 2 mil torcedores grenás que deixaram a Serra rumo à Capital.

– O fato que mais me marcou foi o que nos deu o título de campeão gaúcho. Teve o 3 a 0 em casa. No domingo, fomos a Porto Alegre, mas não teve jogo, foi frustrante. Na quarta-feira, fomos de novo e aí foi só alegria. Era muito frio, mas fomos campeões gaúchos dentro da casa deles, lá no Olímpico. Na volta, ficamos no Estádio Centenário até 5h, tinha uma geada tão grande, era muito frio, mas a alegria era muito maior – relembra Silvio. 

Orgulho pelo mundo

O torcedor grená Silvio Veronese levando o Caxias para Berlim. <!-- NICAID(14526630) -->
Foto: Arquivo pessoal / Silvio Veronese

Silvio é tão apaixonado pelo Caxias que costuma viajar pelo mundo e sempre levar adereços do clube. Na última viagem à Itália, visitou Roma e lá demonstrou todo o orgulho de ser grená:

– Estive em Roma com a camisa do Caxias, e lá perguntaram qual era o time. Sempre levo. Estive na Irlanda, em Londres, em Berlim e em Paris. Sempre quando viajo, levo a camisa do Caxias, porque é o time do coração. É a primeira coisa que vai para a mala. Tenho muito orgulho de mostrar a camisa. Já levo umas de reserva para doar, trocar, é muito importante divulgar a marca SER Caxias –  conta o torcedor. 

Além de demonstrar o sentimento de amor pelo Caxias, o objetivo é valorizar a equipe e a cidade onde mora:

– Mostrar a camisa do Caxias para outras culturas é de um sentimento muito grande, é uma honra vestir esse manto sagrado. Quando andamos pelas ruas, as pessoas falam: “bah, que camisa linda”. Aí falamos do time, da Serra Gaúcha, da Festa da Uva, das indústrias. É sempre bom estar divulgando a marca SER Caxias. 

Perfil

O torcedor grená Silvio Veronese acompanhado da filha Natália Veronese e da sobrinha Caroline Veronese.<!-- NICAID(14526615) -->
Silvio Veronese acompanhado da filha Natália Veronese e da sobrinha Caroline VeroneseFoto: Arquivo pessoal / Silvio Veronese

Nome completo: Silvio Veronese
Idade:
60 anos
Um jogo marcante do Caxias:
Caxias 4x3 Paysandu, em 2001
Um ídolo do Caxias:
Gil Baiano
Um gol do Caxias:
Gol do Gil Baiano, aos 46 minutos do primeiro tempo, no jogo contra o Paysandu.

Por que torce pelo Caxias? Porque é o time do coração, é o time que faz a gente vibrar, chorar, tenho muita afinidade com o Caxias.

Qual o teu primeiro jogo no estádio? Não me lembro, nós íamos para o estádio em uma gurizada, mas eu assisti quase todos os jogos da Associação Caxias, do Flamengo. Eu tinha uns 14, 15 anos quando comecei a acompanhar, ver futebol.

Costuma assistir os jogos em que parte do estádio? Na Geral, no meio do povão.

Costuma assistir os jogos com quem? Com meus amigos, meus sobrinhos, minha sobrinha, com o pessoal todo.

Ouça a matéria especial na Rádio Gaúcha Serra

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