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Sem futebol21/05/2020 | 16h45Atualizada em 21/05/2020 | 16h45

Auxílio do governo cria sobrevida para clubes da Divisão de Acesso

Equipes serrana suspenderam os contratos dos profissionais 

Auxílio do governo cria sobrevida para clubes da Divisão de Acesso Lucas Amorelli/Agência RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS

Longe dos grandes campeonatos e das receitas milionárias, estão os clubes considerados menores e vivem dias de incertezas quanto ao futuro e buscando uma sobrevida para o presente.  Em tempos de dificuldades financeiras e de crise, em meio à pandemia, as equipes da Serra Gaúcha, que disputam a Divisão de Aceso, utilizam o mecanismo emergencial de manutenção do emprego e da renda proporcionada pelo governo federal, através da medida provisória 936, que permite a suspensão de contrato de trabalho por até 60 dias. 

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Brasil-Fa, Glória e Veranópolis dispensaram temporariamente os atletas, funcionários e profissionais sem pagar nenhuma parte do salário e o auxílio governamental banca 100% do seguro-desemprego ao qual o trabalhador teria direito caso fosse demitido. Esse mecanismo é a sobrevida para esses clubes.

- Foi tudo acertado. Suspendemos os contratos até o início da Divisão de Acesso em agosto, segundo a data base. Dois meses pelo decreto do governo e dois meses e meio que faltou de contrato agora, a gente ajusta de agosto em diante. Todos aceitaram e assinaram o documento, com um exceção que estamos em negociação. Só falta eles receber a primeira parcela do governo - disse o presidente do Veranópolis, Gilberto Generosi, que completa:

- Essa medida ajuda bastante, porque restou acertamos com eles junho e julho. A gente vai fazer acerto caso a caso, isso tudo ficou para dois meses, se não seria quatro para resolver o problema. Aí teríamos que cancelar o contrato. Não tínhamos como quatro meses pagando e depois mais dois meses e meio para disputar o Campeonato. Esse mecanismo foi a sobrevida do Veranópolis e dos clubes que fizeram. É evidente que vamos fechar o ano no vermelho e bem vermelho. Vai ser penoso o ano do Veranópolis. 

A medida provisória também institui garantia provisória do emprego durante o período de suspensão e após o restabelecimento dos trabalhos pelo período equivalente ao da suspensão. Ou seja, uma suspensão de dois meses garante uma estabilidade de dois meses aos profissionais, quando retomarem suas atividades de treinamentos para a Divisão de Acesso. 

Além disso, os clubes receberam R$ 22 mil da Federação Gaúcha de Futebol e devem receber mais R$ 40. No entanto, são valores que não resolvem os problemas das equipes. R$ 62 é muito pouco para todas as despesas que os clubes têm.

- Três atletas ainda não receberam o auxílio. Um teve problema na conta corrente, outro falta só entrar na conta e o último porque jogava em Portugal e não sabemos ainda, porque ele tinha carteira assinada no Brasil. O resto já recebeu como funcionários, jogadores e comissão técnica. Se não tivesse essa ajuda do governo, iria quebrar todos os clubes. Os considerados pequenos iriam fechar. Para o atleta é interessante, porque ele tem a garantia do segundo semestre com a garantia do emprego - disse Elenir Bonetto, presidente do Brasil-Fa.

O Glória também utilizou a suspensão de contratos pelo plano de governo. Segundo presidente Décio Camargo, o clube não enfrentou nenhum problema e ajuda foi bem-vinda para a manutenção do time de Vacaria:

- Deu tudo certo. Saiu como todos combinaram. Essa ajuda tem muita validade para a saúde financeira do clube. Não temos reclamação nenhuma.

Auxílio emergencial

Se os clubes foram beneficiados com a ajuda do governo federal e o atletas com contrato também, aqueles profissionais do esporte que estavam ou estão desempregado terão dificuldade para receber o auxilio emergencial. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro vetou a inclusão de jogadores e pessoas ligadas ao esporte na lista de beneficiados pela ajuda de R$ 600 reais. O mundo esportiva se mobiliza para reverter a decisão.

- Nós entramos, via federação nacional, é uma falta de consideração. Somos contra. Tem um abaixo assinado nacional contra isso. Foi muito errado isso. Tem muitos atletas que precisam desses R$ 600 reais, principalmente jogadores que atuam na Divisão de Acesso e clubes menores - disse Paulo Mocelin, presidente do Sindicato dos Atletas do Rio Grande do Sul.

Com esse veto do presidente da república, agora o Congresso Nacional tem 30 dias para deliberações com senadores e deputados. A medida será derrubada se houver maioria absoluta e a alteração legal sem concordância do governo. Para isso é necessário 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

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