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Pandemia06/04/2020 | 22h18Atualizada em 07/04/2020 | 08h09

Histórico de atleta não foi capaz de afastar o coronavírus do caxiense Daniel Vist

Atleta conta a sua experiência com a doença

Histórico de atleta não foi capaz de afastar o coronavírus do caxiense Daniel Vist Arquivo Pessoal/Divulgação
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Histórico de atleta e rotina de treinamentos físicos contínuos. Aos 45 anos, o caxiense Daniel Vist está longe de qualquer grupo de risco para o coronavírus. No entanto, isso não foi o suficiente para que o triatleta não sofresse com os efeitos da covid-19. Após fortes sintomas da doença, ele foi atestado positivo e vivenciou momentos difíceis.

Em sua trajetória no esporte, Vist tem participação em quatro oportunidades no Ironman, a principal competição do triatlo do mundo. Atualmente, ele lidera uma assessoria esportiva, com foco na corrida, natação e ciclismo. 

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No dia 10 de março, o caxiense viajou para os Estados Unidos para visitar uma feira, na área de educação física, em San Diego. No entanto, ao chegar no país, o evento foi cancelado. Após alguns dias por lá, entre Las Vegas e Los Angeles, resolveu retornar ao Brasil. Ao chegar, na sexta-feira, dia 20, já entrou em isolamento social na sua residência. Porém, dois dias depois, começou a manifestar os sintomas, como dor no corpo e na cabeça, vômito, febre alta, diarreia, ardência nasal, tosse e pouca coriza. Com a prática esportiva sendo parte do seu dia a dia, o atleta lamenta quem opta por minimizar o vírus:

— Na minha vida toda fui atleta. Tive todos os sintomas do coronavírus. Essa doença não é tão simples como estão imaginando. É silenciosa. Meu pulmão começou a ter uma infiltração e eu não tinha nada de febre, só o aumento da temperatura.

O profissional de educação física só conseguiu realizar o exame para atestar se estava com a covid-19 na sexta-feira, dia 27, pois a avaliação só é realizada em pacientes com estado grave e com disfunção respiratória, algo que Daniel não tinha. O resultado saiu uma semana depois. Mesmo sem a confirmação, até sair o resultado, sempre foi tratado como se tivesse o novo coronavírus. 

Em uma vida inteira ligada ao esporte, Daniel estava em preparação para outro Ironman, onde iria nadar 4km, correr 42km e pedalar 180km. A rotina de treinos tinha natação quatro vezes por semana, ciclismo em três vezes e corrida outras quatro vezes, além de musculação.

— Estava numa rotina forte de treinos. Lá, nos Estados Unidos, corri 12km na sexta e 24km no sábado. Eu consegui treinar lá, estava superbem e tudo com uma alimentação muito saudável. Por isso, fiz um vídeo para os meus atletas (já com os sintomas da covid-19 e mostrando-se bastante debilitado). Pessoas saudáveis não podem sair para correr neste momento, porque o sistema de saúde não tem condições para dar conta de todo mundo – alerta Vist.

Daniel ainda não é considerado um caso curado da covid-19, mas se diz bem melhor em relação aos sintomas iniciais. Ele continua em isolamento na sua casa até os efeitos da doença passarem. Até o momento, ninguém da família do profissional sentiu algo, neste período, e todos têm realizado os procedimentos para evitar o contágio.

— A gente precisa trabalhar e a economia girar, mas as pessoas devem se cuidar e se manter em isolamento. Não é uma simples doença. Isso não é férias. Esse tempo em casa é pelas outras pessoas, que vão precisar do serviço de saúde. Então, nós como atletas temos essa obrigação. Temos que cuidar do próximo e passar pelo isolamento, abrindo mão dos treinos — comenta o triatleta.

Vist ressalta que foi muito bem atendido pelo Alô Caxias, no 156, disponibilizado pela Secretaria de Saúde, e teve todas as orientações necessárias para receber o atendimento e os devidos cuidados.

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