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Verbas08/04/2020 | 18h00Atualizada em 08/04/2020 | 18h00

Caxias e demais clubes da Série D pedem uma ajuda financeira maior da CBF

Agremiações requerem quatro parcelas de R$ 80 mil para conseguir se manter nessa crise

Caxias e demais clubes da Série D pedem uma ajuda financeira maior da CBF Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, no dia 6 de abril, um auxílio financeiro de R$ 19 milhões para os clubes das Séries C e D, além da A1 e A2 femininos. Seria uma média de duas folhas salariais para os clubes que disputam essas divisões. No caso específico do Caxias, que disputa a Quarta Divisão, a cota seria de R$ 120 mil. No entanto, para quem acompanha os clubes que lutam por algo a mais nestes campeonatos, até o investimento mensal vai além deste valor proposto pela entidade.

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Com o futebol parado, é evidente que toda a ajuda será bem vinda, ainda mais para os clubes que precisam da bola rolando. Os clubes das Terceira e Quarta Divisão nacional não possuem cotas de televisão ou grandes premiações. Essas competições vivem da renda de sócios, bilheterias e os patrocinadores que conseguem atrair para o projeto em troca da visibilidade no estádio, na camisa e em mídias locais. Dentro dessas dificuldades, há um movimento pedindo que a CBF abra seus cofres com maior contundência.

— Estamos conversando com os presidentes (dos clubes da Quarta Divisão) para que sejam quatro parcelas de R$ 80 mil reais aos clubes que disputam a Série D. Me convidaram para fazer parte deste movimento na sexta-feira (3), como um representante aqui do Sul, e foi discutido ao longo do fim de semana para elaborar esses valores. A CBF já sabe e a FGF também já tem ciência disso. Conversei com o Luciano (Hocsmann, presidente da FGF) ontem (terça) — revelou o presidente grená Paulo César Santos.

Num primeiro momento, a CBF movimentará pouco mais de R$ 8 milhões, com a cota de R$ 120 mil. A proposta dos clubes elevaria esse valor para R$ 21 milhões só nesta divisão. Logicamente, isso levaria um efeito cascata nos demais beneficiários destas cotas.

O mandatário grená e outros dirigentes do Rio Grande do Sul também estão movimentando da federação em outras frentes. A principal é movimentar os representantes políticos, como o senador Luís Carlos Heinze (PP), para suspender a cobrança do Profut. Como se trata de uma lei, somente pelo Congresso isso poderia ser realizado e a intenção é que a cobrança seja paralisada por 12 meses. 

SALÁRIOS EM PAUTA

Outra frente que a direção está trabalhando é nos salários dos jogadores. Existe uma conversa entre direção, comissão técnica e os jogadores. Ainda não está acertado, mas os jogadores também colocaram sua proposta na mesa. Porém, tudo só deverá ter um capítulo final após a reunião entre os presidentes de clubes e a Federação Gaúcha no dia 20 de abril. Esta videoconferência deverá dar um rumo ao Campeonato Gaúcho e apontar um norte para o calendário brasileiro em 2020. Essa é a grande expectativa no momento.

— Conversamos com a comissão técnica e os jogadores, estamos fazendo o nosso dever de casa. Em cima disso, vamos conversar com o Sindicato de Atletas, com os jurídicos dos dois lados e ver o que é viável para ambas as partes — destaca Paulo Cesar, que complementa sobre a negociação com os jogadores:

— Eles têm o entendimento da dificuldade e todos estão tentando colaborar da melhor forma possível. Vamos discutir para a gente consiga pagar e eles não ficarem sem receber neste momento.

Assim, o Caxias tenta se manter firme durante uma crise sanitária e sem precedentes.

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