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Entrevista29/03/2020 | 18h10Atualizada em 29/03/2020 | 18h11

"Não vou medir esforços para que as coisas deem certo", afirma novo técnico do Juventude

Pintado quer um alviverde intenso e vibrante no Brasileirão Série B

"Não vou medir esforços para que as coisas deem certo", afirma novo técnico do Juventude Patrick Floriani/FFC / Divulgação
Foto: Patrick Floriani / FFC / Divulgação

Sanguíneo e motivador. Gosta de equipes competitivas, vibrantes e intensas. É adepto do sistema 4-3-1-2 e tem Vanderlei Luxemburgo, Zagallo e Carlos Alberto Parreira como referências na profissão. Como jogador, foi bicampeão da América e campeão do mundo. Essas são as credenciais de Pintado, que aos 54 anos é o novo técnico do Juventude. O comandante alviverde substituirá Marquinhos Santos, demitido no início do mês após uma campanha abaixo da expectativa nesta temporada.

Como treinador, Pintado já trabalhou na Inter de Limeira, América-MG, Paraná, Náutico, São Caetano, Ituano, Ponte Preta, Mirassol, Santo André, Linense, Guaratinguetá, CRB, América-RN, Guarani, Figueirense e Água Santa-SP. No México, foi técnico do León e auxiliar do Cruz Azul. Entre 2016 e 2017, também foi auxiliar no São Paulo. Mesmo com uma longa experiência no futebol e trabalhando como técnico desde 2004, a primeira experiência de Pintado no futebol gaúcho será no Juventude. 

— Era um objetivo profissional trabalhar no Rio Grande do Sul, onde o futebol é muito competitivo. Para mim, é muito importante. Quero abraçar com muita força tudo isso. Da minha parte, não vou medir esforços para que as coisas deem certo — disse Pintado.

Na atual temporada, o técnico estava no Água Santa, onde chegou na terceira rodada do Paulistão, em janeiro, para substituir Fernando Marchiori. Em cinco jogos, teve uma vitória, três empates e uma derrota. Em 2019, comandou o Figueirense. O clube catarinense estava na lanterna da Série B e conseguiu se livrar do rebaixamento. Foram nove jogos, com duas vitórias e sete empates.

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Agora, no novo clube, a meta será mais audaciosa. O Juventude tem o objetivo de brigar pelo acesso à elite do futebol brasileiro. Isso também foi importante para Pintado aceitar o desafio de comandar o Verdão.

— Não só do Juventude. É meu objetivo também. Pra mim, é uma Libertadores. Vou com espírito de Libertadores. O Juventude tem um trabalho muito bacana — analisou o técnico. 

O elenco do Verdão entrará em férias, a partir do dia 1º de abril, pelo menos até 20 de abril, podendo esse período ser prorrogado caso a pandemia não seja atenuada. Mesmo com a paralisação, o treinador já conversa com a direção alviverde sobre reforços.

— A principio, é muito importante que a gente pense nessa equipe que vai disputar um campeonato muito difícil. Isso tem que ser observado e respeitado. É importante ter consciência da dificuldade da competição. Acredito muito na força do Juventude. Estamos discutindo alguns nomes, sim. Eu sei que vai ser uma equipe forte e competitiva —destacou Pintado

Além do técnico, o Juventude também definiu o auxiliar. Será Dino Camargo, que também acompanhou Pintado em outras equipes. Ele trabalhou durante muito tempo no São Caetano, passando por diversos cargos: treinador de goleiro, coordenador técnico, auxiliar, treinador e gerente de futebol. Um preparador físico está em negociação e será confirmado em breve.

MODO DE JOGAR

Pintado iniciou a carreira como técnico em 2004. Logo no primeiro trabalho, conquistou o acesso com a Inter de Limeira para à elite do Paulistão, algo inédito para o clube.  Rebaixada em 2003, a Inter de Limeira disputou a Série A2 de 2004 contra outros 15 concorrentes e, após três fases de disputa, apenas o campeão conquistaria uma vaga na Série A. Depois disso, rodou em muitos clubes. São 16 anos na profissão, tempo suficiente para ter experiência e determinar um estilo de jogo. 

— Eu gosto e quero jogar bonito, só que se encaixar nesse modelo e que tenha intensidade é caro. Um sistema que tenho tentado aprimorar é o 4-3-1-2. É uma maneira de jogar que me agrada muito – analisa Pintado, que tem nomes importantes como referência na profissão:

— Trabalhei com o Cilinho no São Paulo, Luxemburgo e Parreira no Bragantino e Zagallo na Portuguesa. São nomes que me ofereceram muitas informações quando eu já tinha objetivo de trabalhar como técnico. 

O Juventude irá apresentar oficialmente o novo treinador assim que o calendário for reorganizado após a pandemia do coronavírus e as federações permitirem o retorno dos torneios.

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