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Opinião30/03/2020 | 07h00Atualizada em 30/03/2020 | 07h00

Intervalo: Com espírito brigador, técnico Pintado tem mesma postura de quando era jogador

Ex-volante tem no histórico equipes fortes defensivamente

Intervalo: Com espírito brigador, técnico Pintado tem mesma postura de quando era jogador Patrick Floriani/FFC / Divulgação
Foto: Patrick Floriani / FFC / Divulgação

Lateral-direito de origem, Luís Carlos Pintado tornou-se volante pelas mãos de Carlos Alberto Parreira, no Bragantino de 1991, e assim ascendeu na carreira, retornando ao São Paulo de Telê Santana e tornando-se campeão mundial no ano seguinte, ao derrotar Barcelona de Johan Cruyff. Sua postura sempre aguerrida ficou clara na final, em Tóquio, quando entrou em campo com o rosto riscado de tinta, tendo uma aparência intimidadora. 

Em campo, sua missão foi marcar Michael Laudrup, o craque dos blaugranas. Aos gritos, amedrontou o meia dinamarquês e ajudou o Tricolor Paulista a virar o placar e levar a taça. 

A entrevista de Pintado ao repórter Eduardo Costa deixa claro que sua postura como treinador é semelhante a que tinha quando atleta. Agora, fora das quatro linhas, o técnico evidencia que gosta de equipes vibrantes e intensas. Quando cita intensidade, se refere resumidamente a um time que seja capaz de atacar e se reagrupar, ou marcar e contra-atacar, com a mesma força, velocidade e organização. Desta forma, venceu o Corinthians no Campeonato Paulista, de virada. Embora seu Água Santa tenha sido dominado em boa parte do jogo, resistiu à pressão adversária e conseguiu seus gols em transições velozes. 

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Não à toa, jornalistas que cobriram os times quando ele era o treinador lembram de sua inspiração em Diego Simeone, argentino e técnico do Atlético de Madrid. Cholo, também ex-volante, é adepto de um modelo de jogo no qual prioriza a organização defensiva, chamada por si de “Fortaleza”.  

A solidez dos times é demonstrada nos números recentes de Pintado, pois suas equipes empatam bastante. Foram sete dos nove jogos pelo Figueirense, do qual saiu invicto, e quatro em sete jogos pela equipe de Diadema-SP, no mais recente trabalho. Esse é um dos motivos de ter sido contratado pelo Juventude. 

Por mais que o clube ambicione em seu discurso brigar por uma vaga na elite, algo que serve mais para motivação de torcedores, permanecer na Série B é de fundamental importância para um clube que retorna da Série C. 

Em uma competição equilibrada como a Segunda Divisão nacional, na qual empatar com frequência e vencer às vezes garante a participação por mais um ano, Pintado parece ter a receita.

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