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Taticamente12/02/2020 | 19h30Atualizada em 12/02/2020 | 19h30

Compactação defensiva e contra-ataques em velocidade: como joga o Ypiranga, rival do Caxias

Canarinho, do técnico Paulo Henrique Marques, sofreu apenas um gol na competição

Compactação defensiva e contra-ataques em velocidade: como joga o Ypiranga, rival do Caxias Lucas Amorelli/Agencia RBS
Técnico Paulo Henrique Marques, ex-Caxias, comanda o Ypiranga Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Valendo vaga na final da Taça Ewaldo Poeta, o primeiro turno do Campeonato Gaúcho, Caxias e Ypiranga se enfrentam neste domingo (16) no Estádio Centenário. Conhecido no cenário gaúcho pelas boas campanhas pelo São Luiz e, mais recentemente, assumindo o Grená nos jogos finais da Série D, o técnico Paulo Henrique Marques está mais uma vez em uma decisão do Estadual, desta vez no comando do Canarinho de Erechim. 

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Com um modelo de jogo que prima pela compactação defensiva e contra-ataques em velocidade, o Ypiranga foi a surpresa do Grupo B ao confirmar classificação para as semifinais com uma rodada de antecedência, deixando o favorito Juventude para trás. Nem o Inter, melhor campanha da competição, conseguiu vazar o goleiro Deivity. Juliano Tatto, do Pelotas, foi o único a marcar contra a equipe do Colosso da Lagoa, em cobrança de falta. Em cinco jogos, foram quatro gols marcados – dois através de contra-ataques, um de bola parada e outro através de lançamento longo.  

Ypiranga Taticamente Análise Tática
Ypiranga tem como posicionamento inicial o esquema 4-2-3-1Foto: Luan Zuchi

O Ypiranga tem como posicionamento inicial o esquema 4-2-3-1, que varia para o 4-4-2 quando a equipe se organiza para defender. Seja no Colosso da Lagoa ou fora de casa, procura se compactar e esperar o adversário no meio-campo, onde aumenta a pressão pela recuperação da bola, em busca dos contra-ataques. A velocidade dos pontas Jean Silva e Leilson é um dos principais recursos da equipe. Para construir estas jogadas, o lateral-esquerdo Henrique Ávila, o volante Clayton e o meia Zotti são os principais passadores. 

Mesmo jogando em casa, Ypiranga se organiza defensivamente no 4-4-2 e espera o ataque adversárioFoto: Reprodução / RBS TV

Para atacar, quando a primeira opção não é a ligação direta para o centroavante Neto Pessoa, a saída de bola curta da equipe de Erechim inicia normalmente pelo zagueiro Saimon. No entanto, a ordem não é trocar muitos passes. Assim, o ex-jogador do Grêmio costuma tentar lançar a bola para um dos atletas de ataque, mesmo com a aproximação do volante Henrique Schwarzer, que substitui o machucado Fidélis, ex-Caxias.

Esse movimento de saída de bola força o rival a adiantar seus jogadores para pressionar e, consequentemente, desocupar o meio-campo, onde ocorre a disputa pela bola aérea. 

Saída de bola do Ypiranga força o Inter a adiantar seus jogadores para pressionar e, consequentemente, desocupar o meio-campoFoto: Reprodução / RBS TV

Ainda que não tenha sofrido gols desta forma, justamente pela eficiência de seus dois zagueiros, a fragilidade do Ypiranga está pelos lados da defesa, onde os adversários têm conseguido criar suas principais oportunidades, principalmente pela esquerda. Henrique Ávila, lateral-esquerdo e meia de origem, é um atleta de boas virtudes ofensivas, porém deixa a desejar na marcação. Por outro lado, o ex-grená Muriel sobe pouco ao ataque, justamente para se resguardar defensivamente.  

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