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Rede Social RBS07/11/2019 | 06h00Atualizada em 07/11/2019 | 13h28

Lapidando Cidadãos tem no tênis um meio de criar novas perspectivas às crianças de Vacaria

Projeto social atende 480 crianças de diversas classes sociais no turno inverso da escola

Lapidando Cidadãos tem no tênis um meio de criar novas perspectivas às crianças de Vacaria Lucas Amorelli/Agencia RBS
Vitor Moraes, de 7 anos, é um dos destaques que surgiu a partir do projeto Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Vacaria trabalha firme para ser a casa de um novo grande atleta do tênis brasileiro. E, se isso acontecer, esse talento sairá de um projeto social. Em quatro anos, as quadras, a raquete e a bolinha amarela conquistaram as crianças da terra da maçã. Transformaram uma ideia pequena em algo enorme: o Lapidando Cidadãos. 

Da concepção criada pelo promotor da infância Luís Augusto Gonçalves Costa, em usar o tênis como uma ferramenta de inserção social e educacional para 70 crianças da cidade serrana, o projeto ganhou corpo e está alçando voos extremamente altos. Hoje, são cerca de 480 meninos e meninas atendidos, e há uma equipe de competição que vem conquistando bons resultados.

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No início de outubro, Vitor Moraes, de sete anos, foi vice-campeão da categoria sub-8 na Semana Guga, e está convidado para o Encontro Internacional Kids, em Florianópolis, no final deste mês – nos dias 29 e 30 de novembro e 1° de dezembro. Uma semana após a conquista de Vitor, em 26 e 27 de outubro, foi a vez de Luíza Barreto ser vice-campeã estadual sub-11, numa etapa realizada em Novo Hamburgo. 

— Era para ser educacional, passar esses valores do esporte, mas muitos mostraram que queriam mais. Por isso, a gente criou um projeto dentro do Lapidando Cidadãos, que é o Lapidando Tenistas. Isso é para dar oportunidade às crianças que os professores enxergarem que podem criar um caminho dentro do tênis. Então, foram criadas essas equipes e elas ainda estão dando resultados. Elas nos passaram outro desafio de evoluir ainda mais — destaca Luís Augusto.

Claro que dentro do projeto a competição não é o foco mais importante. Ele segue a sua essência de passar valores e trabalha isso com a garotada que está envolvida. Não basta apenas aprender técnicas básicas do jogo, é preciso ir além e entregar experiências que formem pessoas num futuro bem próximo. 

O tênis, por si só, tem uma característica de trabalhar muito o psicológico de cada um. A concentração é a chave num esporte de alta exigência física, e por isso as atividades vão além dos treinos.

— O trabalho que a gente faz fora de quadra é voltado para aprender a ganhar, a perder e a lidar com situações de ansiedade ou nervosismo, além do relacionamento entre eles — ressalta Renata Zaffonato Antonini, psicóloga responsável pelo projeto em Vacaria.

O Lapidando Cidadãos hoje está muito bem estruturado em toda a cidade. Ao todo, são quatro núcleos espalhados em diversas frentes, sendo duas escolas – Irmão Getúlio e Pedacinho do Céu –, o Tênis Santa Tereza – onde treinam as equipes de competição – e a sede central, que abriga todo o projeto, a Associação Meninos e Meninas Assistidas (AMMA). Uma estrutura invejável para desenvolver seres humanos e deixar os jovens sonharem, por que não?

(Eu me vejo) Sendo o número 1 do mundo — projeta o jovem Bernardo Almeida, de apenas 10 anos.

Ouça a reportagem especial feita para a Rádio Gaúcha Serra:

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