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Melhor temporada08/10/2019 | 10h57Atualizada em 08/10/2019 | 10h57

O ano de 2019 foi a grande afirmação do lateral-direito do Juventude

Vidal recusou três propostas após o acesso para permanecer no Jaconi e conseguir férias mais longas

O ano de 2019 foi a grande afirmação do lateral-direito do Juventude Porthus Junior/Agencia RBS
Vidal busca forças dentro de casa, na esposa Ana Paula (E) e na filha Alice Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O ano de 2019 foi para consolidar a carreira de Vidal. Depois de um conturbado 2018, com lesões e o rebaixamento, o lateral-direito cumpriu sua meta na atual temporada. Atuou em 37 jogos e ajudou pela segunda vez o Juventude a retornar à Série B. 

Em seu quarto ano como profissional, Vidal tem aproveitado o período mais longo sem jogos – algo raro na carreira  do atleta – para curtir a família. No último final de semana, por exemplo, esteve em Carazinho, cidade onde cresceu. Semana que vem, vai com a mulher Ana e a filha Alice para a França, visitar seu ex-treinador PC Parente e conhecer o país cujo um monumento é parte da decoração de seu apartamento. 

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Se a Torre Eiffel é uma estrutura de ferro apoiada em uma sólida fundação, Ana e Alice são os alicerces de Vidal. Sempre muito cobrado pelos Jaconeros, foi na família que o atleta de 23 anos buscou forças nas horas difíceis da ainda curta carreira. 

— Minha força vem de dentro de casa. Da família e de amigos mais próximos. Nossa profissão tem muitas viagens, é tudo muito corrido. Tenho uma responsabilidade no clube, mas também em casa, como pai e marido. As cobranças vieram para eu entender que precisava dar algo a mais. Não reclamo. A imprensa, por exemplo, fala quando tem que falar e eu não guardo mágoas. Consegui manter um nível de concentração muito alto e aprimorei alguns aspectos de dentro e de fora de campo — admite. 

Nesse ano, dois jogos foram especiais para Vidal. O primeiro, o empate em 2 a 2 contra o Brasil-Pel, pelo Gauchão, no Jaconi. O Ju encerrou a etapa inicial na frente, mas viu o Xavante virar o jogo nos minutos iniciais da segunda etapa, irritando a torcida. 

Remanescente do rebaixamento em 2018, o lateral era um dos mais cobrados e conseguiu dar a volta por cima. Em uma triangulação com Ancheta e Dalberto, ele deu o passe final para o atual atacante da Chapecoense igualar o placar. 

— Depois do rebaixamento, era difícil até de dormir. Ainda mais para mim, que permaneci no clube. Estávamos ganhando e eles viraram. Cada vez que eu tocava na bola, me vaiavam. O nosso gol de empate saiu com passe meu. Pela circunstância, foi muito gratificante. 

O outro jogo foi contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, também em casa. Na reedição da final de 1999, o Ju chegava em baixa. Dias antes, fora eliminado do Gauchão pelo Grêmio, com uma goleada no Jaconi. Contudo, o empate no Estádio Nilton Santos, no jogo de ida, aumentou a esperança de que em Caxias do Sul poderia ser obtida a virada, o que aconteceu. 

— Depois de um resultado muito bom no Rio, a virada aqui surpreendeu, pois poucos acreditavam. Foi um dia e um jogo diferente. Depois de um ano bem complicado, fui ovacionado pela torcida — lembra.

O contrato de Vidal com o Juventude vai até 2021. Durante a janela europeia de verão, um clube da Alemanha tentou a sua contratação, porém o negócio não foi concluído. Após a Série C, Oeste, Criciúma e Vitória consultaram o Ju sobre um empréstimo, porém o jogador optou por permanecer. 

— Só penso nas férias. Aproveitar ao máximo minha família e viajar, porque é a primeira vez que tenho férias mais longas desde que subi para o profissional.

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