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Categorias de Base15/10/2019 | 20h52Atualizada em 15/10/2019 | 20h52

Conheça o responsável pela captação de atletas do Juventude

Péricles da Costa retornou ao Estádio Alfredo Jaconi a convite de Osvaldo Pioner e Antônio Cumerlato

Conheça o responsável pela captação de atletas do Juventude Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A captação de atletas é um dos aspectos mais importantes para um clube compor as suas categorias de base. Quando os garotos vestem a camisa da equipe profissional, é o final de um processo que começa muito cedo. Certificado pela CBF como clube formador desde 2013 e revelador de bons jogadores há ainda mais tempo,  o Juventude apostou no retorno de Péricles da Costa para renovar as suas categorias de base. 

Há 25 anos trabalhando com formação de jogadores, Péricles é um catarinense que veio ainda criança para Caxias do Sul e que tem nos olhos a principal ferramenta de trabalho. No último final de semana, o profissional de 54 anos esteve no interior do Tocantins e selecionou 10 jogadores para duas semanas de observações no Alfredo Jaconi. A sua rotina na terceira passagem pelo clube é agitada. Além dos eventos realizados pelo Verdão, chamados de Refinaria de Atletas, ele viaja por todo país a convite de clubes menores, prefeituras ou empresas para captação de jogadores. 

Na região Norte, a temperatura de 42 graus gerou uma queimadura no pescoço. Houve também cidades nas quais a balsa era o único meio de transporte. 

— É uma aventura. Normalmente somos muito bem recebidos, mas existem algumas coisas que independem da vontade de quem nos convida. Calor, chuva, pressão de pais, jornalistas ou autoridades nos locais são algumas das adversidades — relembra. 

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Péricles tem algumas regras na sua metodologia de observação. Antes ou depois das atividades, ele conversa com os atletas para apresentar o que será priorizado na análise e como é o Juventude como clube. Depois, em um local isolado, acompanha os testes — normalmente partidas de 40 minutos. 

— Na observação, procuramos uma qualidade diferente. Pode ser um chute de longa distância, um lançamento ou um bom cabeceio. O Brasil inteiro sabe fazer o simples, então o menino precisa ter um diferencial — comenta. 

Com o avanço da tecnologia, grandes clubes e empresas têm sistemas de triagem e desenvolvimento de atletas das categorias de base. São programas criados por acadêmicos do esporte e que visam maior probabilidade de acerto na avaliação. No Juventude, ao contrário, o processo é empírico e depende da capacidade de percepção e experiência dos profissionais. 

— Nas viagens, levo uma prancheta, bastante papel e meus olhos (risos). Nas avaliações promovidas pelo Juventude, aqui na região, montamos uma equipe com profissionais das comissões técnicas do clube. No primeiro toque na bola você percebe quem pode te ajudar — garante Péricles. 

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