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Entrevista27/09/2019 | 20h00Atualizada em 27/09/2019 | 20h00

Os pensamentos do futuro presidente do Caxias para 2020

Candidato da atual gestão, Paulo Cesar Santos prega mobilização de todos grenás

Os pensamentos do futuro presidente do Caxias para 2020 Lucas Amorelli/Agencia RBS
Paulo Cesar Santos será eleito na reunião do Conselho Deliberativo do dia 4 de novembro Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O rumo do Caxias está traçado e o caminho é de continuidade. Empresário, Paulo Cesar Santos é o candidato do grupo gestor à presidência grená em 2020. Sem concorrência, o atual diretor da categoria de base será empossado – ao lado dos vices Márcio Biazus e Valmor Miola. 

— Não esperava isso. Sempre sugeri outros nomes — afirmou.

Dando sequência ao que ocorre desde 2016, Cesar pensa em um clube sustentável. Se o sonho da Série C esteve perto, o diretor acredita na união do Caxias para chegar ao acesso. 

Natural de Garibaldi, o empresário tem aos 44 anos a missão de tirar o clube grená do porão da Quarta Divisão, mas sem esquecer de manter a recuperação organizacional. O candidato e futuro presidente falou ao Pioneiro sobre seus pensamentos para o ano de 2020.

CLUBE UNIDO

Paulo Cesar Santos: Tem algo bem específico. A mobilização das pessoas que passaram pelo Caxias. Elas estão longe, mas continuam com a paixão. Têm que voltar para o clube. Apoiar, sendo sócio, comendador, conselheiro e abrindo portas. Precisam ser ouvidos.

CATEGORIA BASE

— O Lairton (Zandonai, coordenador da base) faz um trabalho muito bom dentro das condições que temos. Somos limitados por conta do custo, mas se cria jogadores com a identidade do clube. Têm meninos jogando a Copinha com 17 anos. Não temos o sub-20, mas um grupo veio nos apresentar um projeto. É um grupo que está próximo ao Caxias e que nem sempre consegue ser ouvido. Queremos abrir espaço para apresentarem o trabalho deles, sendo um sub-20 sustentável e não onerando o clube. Eles podem dar suporte ao profissional como dirigentes, que a gente precisa criar no Caxias.

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O FUTEBOL

— A estrutura e a gestão do Caxias hoje estão muito bem organizadas e vamos manter esses pilares. No futebol foi onde teve a maior ruptura, com a saída do José Caetano Setti, que pediu um tempo para dar uma respirada, e o Valdecir Bersaghi, que sempre esteve ao nosso lado. Temos nosso presidente (Vitacir Pellin), que é um conhecedor do futebol. A decisão do Ademir (Bertoglio, gerente grená) vir foi um consenso do grupo gestor, no qual também me incluo. Temos que começar já o trabalho, a pensar no Gauchão, na Copa do Brasil e na Série D. Mas o departamento será estruturado após a eleição.

SEQUÊNCIA DE LACERDA

— Está tudo em análise. Entendemos que ele faz um belo trabalho. Tem um perfil de líder,  que se precisa de um treinador. Amadureceu muito no Caxias e pode dar muitos frutos. Mas o trabalho tem que continuar. Estamos observando.

SAÍDA EM 2015

— Eu era vice-presidente. Um momento de turbulência no clube. O rebaixamento no Gauchão foi no dia do meu aniversário de 40 anos, lá em Novo Hamburgo. Eu estava dirigindo o ônibus. Depois, tivemos quatro rodadas da Série C e a parada para a Copa América. Mobilizei o conselho e alertei que seríamos rebaixados na Série C. Veio a decisão de manter a forma como se estava trabalhando. Como não via uma condição de melhora do clube, saí chateado. Falei que traria o ônibus de volta para minha empresa. Mas, na mesma semana, troquei valores de cheques por dinheiro para que o futebol pudesse viajar. Então, nunca deixei de apoiar o Caxias. Mesmo não concordando com a gestão que estava se colocando no futebol.

SONHO DO ACESSO

— Há muito trabalho feito pelo Setti e por pouco o acesso não veio. Foram belos grupos  e com Estaduais muito bons. Temos que partir desse patamar para cima. Se não tiver mobilização de todos, não é o Paulo Cesar que terá êxito nessa missão. Todos que têm a alma grená precisam comprar essa briga. Eu vou só segurar o timão, mas tem que ter muita gente remando ao meu lado.

CESARTUR NO CAXIAS

— A gente disponibiliza ônibus e motoristas para o Caxias. Temos os projetos do Fiesporte para financiar o transporte dos meninos da base. Não tem como passar do portão do Caxias e não ajudar o clube com um pouco do bolso. Ninguém consegue tocar isso sozinho. Talvez no passado possa ter sido assim, mas não dá mais. Deixei bem claro para concorrer a presidente, temos uma limitação financeira e não podemos misturar com as coisas do Caxias. Muitas vezes, eu que transportava o ônibus para enxugar o custo. Se efetivado como presidente, não vou conseguir mais, porque há outros compromissos. Vamos olhar muito próximos o trabalho do futebol. Precisamos de resultados e vamos cobrar, como fazemos na empresa. 

SITUAÇÃO FINANCEIRA

—  De todos os anos que acompanho o Caxias, nunca esteve em uma situação tão serena, tão bem administrada como esse momento. A administração é transparente. As pessoas que estão lá são sérias, do bem e estão trabalhando em prol do clube. Estamos com todas as receitas (Gauchão e Copa do Brasil) à disposição para 2020.

EXPECTATIVA PARA 2020

— Transparência, seriedade e muito trabalho. Não vai faltar esforço para alcançarmos os objetivos. Um bom Gauchão e Copa do Brasil e, nos 85 anos do clube, o acesso para a Série C.

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