Ídolos e recordistas: os atletas que mais atuaram pelo Esportivo nos 100 anos do clube - Esportes - Pioneiro

Versão mobile

 
 

História centenária26/08/2019 | 10h31Atualizada em 26/08/2019 | 10h31

Ídolos e recordistas: os atletas que mais atuaram pelo Esportivo nos 100 anos do clube

Identificados com o time, Raquete e Toninho falam do orgulho alviazul

Ídolos e recordistas: os atletas que mais atuaram pelo Esportivo nos 100 anos do clube Almir Dupont/Agencia RBS
Além de jogador, Raquete (C) comandou o Esportivo em algumas oportunidades, como em 2006 Foto: Almir Dupont / Agencia RBS

Na história, a glória e a grandeza dos clubes de futebol são feitos de vitórias e dos seus torcedores. Porém, a paixão que é nutrida nas arquibancadas passa muito pelos jogadores que representam a camisa do time ou o que a levam para outros centros após a saída do time de origem. No Esportivo, vários jogadores marcaram época pelo alviazul, enquanto outros tiveram na equipe de Bento Gonçalves o pontapé de partida para voos mais altos no mundo da bola.

Dentre os milhares de atletas que vestiram a camisa do Esportivo, no entanto, nenhum usou mais o uniforme alviazul do que Toninho Fronza. O ex-lateral entrou em campo pelo time da sua cidade natal em 460 oportunidades. Conhecido pela precisão nas cobranças de faltas, Toninho viveu na Montanha a época de consagração daquela que, no período, era considerada a terceira força do futebol gaúcho. Acompanhou das categorias de base o surgimento do time campeão do interior no início da década de 1970, até subir para o profissional e ganhar o mesmo título em 1976 e ser vice do Gauchão de 1979.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 22/08/2019. Programa Show dos Esportes recebe ex-atletas do Esportivo, time de Bento Gonçalves que está comemorando 100 anos no sábado 24/08. Raquete, Toninho Fronza (FOTO), Palito e Alfredo. (Porthus Junior/Agência RBS)
Toninho Fronza foi o jogador que mais atuou com a camisa do EsportivoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

— É uma honra ter participado do clube nesta época. É muito bom estar na história do Esportivo — afirma Toninho, lembrando sua chegada à Montanha:

Leia mais
100 anos: a história e os grandes feitos do clube de Bento
As principais conquistas e a década de ouro do Tivo

— Surgiu de um convite do falecido Vanil, que era zagueiro do Esportivo e meu professor de educação física. Um dia ele veio dar aula, me viu treinando e entregou um papel. Me disse: “vamos encarar o futebol”. Fui e assim comecei no time.

Da mesma época, despontou um ícone do Esportivo. Raquete marcou uma geração inteira nas décadas de 1970 e 1980. Além do sucesso como jogador, o antigo defensor sempre teve participação ativa na vida do clube. Em 1987, por exemplo, foi técnico da equipe campeã do interior do Gauchão. Para o ex-atleta, o Tivo e o município têm histórias que se misturam:

— Vou te falar uma verdade: o Esportivo foi quem alavancou o nome de Bento Gonçalves. Ninguém conhecia quase. O time e a Fenavinho começaram a mostrar a cidade.

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 22/08/2019. Programa Show dos Esportes recebe ex-atletas do Esportivo, time de Bento Gonçalves que está comemorando 100 anos no sábado 24/08. Raquete, Toninho Fronza, Palito e Alfredo. Na foto, Raquete.(Porthus Junior/Agência RBS)
Raquete relembra que a Montanha era uma espécie de Bombonera em Bento Gonçalves Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Do período em que jogou, Raquete recorda das vezes em que o time da Montanha surpreendia os grandes do Estado.

— Na época, o Lauro Quadros e o Paulo Sant’ana faziam os comentários no Jornal do Almoço e davam o Esportivo como zebra. Nós jogamos em Porto Alegre e ganhávamos. Contra o Inter, ninguém ganhava lá e nós fizemos 2 a 0 (primeiro time do Interior a vencer no Beira-Rio). Na loteria esportiva, a dupla Gre-Nal tinha 80% das apostas e o Esportivo, com 5%, ia lá e ganhava — lembra Raquete, que se diz honrado por ter tanta representatividade no clube:

— É muito orgulho. Primeiro, eles se lembram muito de mim porque eu era um jogador viril. E tinha que ser, porque só marcava caras bons. Do Inter, por exemplo, pegamos o time campeão brasileiro invicto, em 1979. Eles vinham no Estádio da Montanha e era difícil de nos ganhar. Se conseguiam, era de 1 a 0, porque ali era a Bombonera em Bento Gonçalves.

Leia também
Intervalo: O retorno do Ju aos 40 melhores times do país passa pelo Maranhão

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros