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Vôlei02/08/2019 | 06h03Atualizada em 02/08/2019 | 06h03

Fisioterapeuta caxiense participa dos Jogos Pan-Americanos no Peru

Dudu Empinotti está com a Seleção Brasileira Masculina em Lima

Fisioterapeuta caxiense participa dos Jogos Pan-Americanos no Peru CBV / Divulgação/Divulgação
Dudu Empinotti em Lima, no Peru, para os Jogos Pan-americanos Foto: CBV / Divulgação / Divulgação

Carlos Eduardo Brandão Empinotti, conhecido como Dudu Empinotti, 38 anos, é natural de Caxias do Sul e fisioterapeuta da seleção brasileira masculina de vôlei, que disputa os Jogos Pan- Americanos em Lima, no Peru, e nesta sexta-feira (2), às 22h30min, encara o Estados Unidos. 

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A seleção está no Grupo B ao lado do México e Chile, além dos norte-americanos. Desta chave, dois passam à semifinal. Com os principais nomes do time focados no Pré-Olímpico que será disputado em agosto, o assistente do técnico de Renan Dal Zotto, Marcelo Fronchowiak, comanda a jovem equipe brasileira.  

– O ambiente é o melhor possível. Como é um time B, a gente está com atletas mais jovens. Nosso capitão é o Eder Carbonera, velho conhecido da Serra Gaúcha. O trabalho está muito bom – afirma Dudu, que acompanha a equipe desde o início da preparação ao Pan.  

O esporte vem de berço

Filho de Celso Empinotti, um dos responsáveis pela parceria da Parmalat com o Juventude na década de 90, Dudu é casado com a filha do técnico Hélio dos Anjos, Flávia Macedo dos Anjos. Além da ligação familiar com esporte, ele também teve seus momentos de atleta no futebol e no tênis.  

No entanto, foi nos estudos que ele se identificou. Começou estudando Fisioterapia na Feevale, em Novo Hamburgo, depois se transferiu para UCS onde se formou em 2005. Depois, especializou-se em ortopedia traumatologia esportiva. 

No currículo extenso, trabalhou no Juventude, de 2001 a 2010, com o fisioterapeuta Ricardo Finger. Neste período, também esteve com o fisio Jean Michelon. Depois de sair do Ju, Dudu iniciou uma carreira junto com o técnico Hélio dos Anjos. Eles trabalharam juntos no Al-Nassr e em outros três clubes do Oriente Médio.  

O retorno ao Brasil foi breve, porque logo em seguida foi para Inglaterra realizar especificamente o tratamento do meia Evandro, que defendia o Hull City e depois se transferiu ao Santos. Após um mês no Velho Continente, Dudu aceitou o convite do Goiás e regressou ao país. 

O currículo no futebol é enorme. Tamanho, que o fisioterapeuta poderia se empregar em qualquer outro clube. Mas optou por algo diferente. Um convite do técnico da seleção brasileira de vôlei, Renan Dal Zotto, para participar dos jogos Pan-Americanos chamou mais atenção.  

– Tenho uma gratidão muito grande por estar aqui. É um crescimento, em relação à profissão, muito grande. A troca de experiências é diária. A gente tem profissionais do mundo inteiro no Peru. Então, é muito prazeroso. Ser um caxiense no Pan é um orgulho para mim, para meus familiares e amigos – destaca o profissional. 

Do campo às quadras: fisioterapia no vôlei 

Dudu Empinotti (E) e a comissão técnica da Seleção Brasileira de volêiFoto: CBV / Divulgação

Com grande experiência no futebol, Dudu vive uma nova realidade no Pan-Americano de Lima, no Peru. Agora, ele trabalha com jogadores de vôlei. No entanto, a grande dúvida se existe muita diferenciação quanto às atividades em esportes distintos, rapidamente é respondida pelo profissional. 

– Os treinadores, preparadores físicos, jogadores me perguntam diariamente. O trabalho do fisioterapeuta, tanto no futebol quanto no vôlei, é o mesmo. Trabalhos antes, durante e depois dos treinamentos. As lesões são as mesmas. Lógico, cada esporte tem suas características. Porém, as lesões, tratamentos e atletas são iguais. Não há muita diferença – lembrou o caxiense.  

Mesmo que o trabalho seja muito parecido com o futebol, Dudu tem a consciência que a atual experiência na seleção brasileira de vôlei poderá abrir portas futuramente.

– Não é toda hora que a gente tem a possibilidade de participar de um Pan, ainda mais numa seleção brasileira. Um esporte muito forte no Brasil e no mundo. Essa participação é fundamental para o crescimento – enfatiza Dudu. 

Nesta experiência, uma rotina intensa. A delegação brasileira está num prédio do Comitê Olímpico Brasileiro em Lima. A comissão técnica é formada pelo treinador, assistente, preparador físico, analista e ele (fisioterapeuta) e mais 12 atletas. Nesta acomodação, há uma clínica completa com equipamentos.  Todo cuidado é pouco, quando o assunto é seleção.

– Espero que todos estejam na torcida. Esperamos estar na semifinal de sábado e na final de domingo. Muita torcida e energia positiva. Certamente, estaremos lutando muito para representar o Brasil da melhor maneira possível – finaliza o representante caxiense no Pan.

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