Brasil de Vila Oliva sonha com um novo título da Copa Amizade - Esportes - Pioneiro

Versão mobile

 

Futebol Amador30/11/2018 | 07h56Atualizada em 30/11/2018 | 07h56

Brasil de Vila Oliva sonha com um novo título da Copa Amizade

Equipe disputa a final com o Flor do Campo, também do distrito caxiense

Brasil de Vila Oliva sonha com um novo título da Copa Amizade Felipe Nyland/Agencia RBS
Rafael quer repetir o feito de ser campeão com o Brasil, de Vila Oliva Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Recomeçar. Esse verbo condiz muito com a comunidade de Vila Oliva, que está recuperada de um temporal que arrasou a localidade deixando dois mortos, 180 casas danificadas e 450 pessoas desabrigadas no dia 8 de junho de 2017. Pouco mais de um ano depois, o distrito está reerguido. Inclusive no futebol.

O temporal destruiu o campo do Grêmio Esportivo Brasil. Caiu a tela, os palanques, árvores e a torres de iluminação. Após a reconstrução da comunidade, o foco se voltou ao clube e o trabalho rendeu frutos. Neste domingo, às 16h, o time encara o Flor do Campo, também de Vila Oliva, no segundo jogo da final da Copa Amizade. Na ida, o Brasil venceu por 1 a 0. 

— Estaria coroando o esforço, uma história e um ano que se começou do nada. Hoje, temos a possibilidade de ser campeões. Claro, respeitando o adversário, que é um clube forte e organizado, ser campeão seria um marco e coroaria esse trabalho de muitas mãos — afirma o goleiro Rafael Catuci Damin, de 31 anos.

Leia mais
Bevilacqua vence nos pênaltis e fica com a taça na categoria titulares da Copa União de Clubes
Juvenil segura empate e conquista o título dos veteranos na Copa União de Clubes

O goleiro é filho de agricultores que residem no interior do distrito e viu de perto todo esse processo. Mesmo que Rafael hoje more na área central de Caxias do Sul, o restante da família segue na comunidade. A ligação nunca se perdeu, e neste ano ele faz parte do processo de retomada.

Rafael é precoce no futebol amador. Com apenas 14 anos, conquistou o primeiro título da Copa Amizade com o Brasil. Foi tricampeão consecutivo (2003, 2004 e 2005). Em 2009, conquistou o tetra. Depois, consolidado no amador seguiu para outros clubes. Atuou na Copa União, no Vale do Caí e também no torneio do Sesi, representando a Marcopolo – empresa da qual é funcionário. 

Mas a memória guarda, e muito bem, os primeiros momentos dentro de um campo de futebol. Da primeira camisa que usou e daquela primeira taça.

— O primeiro título é sempre diferente. Eu lembro até hoje dos meus pais no alambrado assistindo aquele jogo — relembra o goleiro, que complementa sobre a relevância de 2003:

— O clube foi fundado em 1946 e até 2002 só jogou amistosos. Naquele ano, foi a primeira vez que participou de campeonatos, e foi a Copa Amizade.

Toda essa história estará em campo, na capela Flor do Campo, neste domingo. Dois times que tentam a consagração no futebol amador.

Leia também
Escola rural que funciona no interior de Caxias desde 1910 será fechada

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros