Vocação no DNA: A história e os desafios da professora Paula  Ghinzelli - Esportes - Pioneiro

Versão mobile

 

Esporte & educação10/10/2018 | 10h00Atualizada em 10/10/2018 | 14h18

Vocação no DNA: A história e os desafios da professora Paula  Ghinzelli

Filha de educadora, ela carrega o exemplo da mãe e é modelo para os alunos

Vocação no DNA: A história e os desafios da professora Paula  Ghinzelli Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Educar e ensinar não é simplesmente uma profissão. Ser professor é uma vocação. A arte de repassar conteúdos e de fazer com que seus alunos tenham capacidade de desenvolver o pensamento, é um dom que vai além de qualquer explicação palpável. 

No caso da professora Paula Ghinzelli, da Escola Municipal Ramiro Pigozzi, no bairro Arco Baleno, em Caxias do Sul, a vocação de ensinar vem de casa. Filha de professora, ela carregou no DNA a vontade de transformar vidas através da educação.

— Minha mãe é professora. Então cresci indo em escolas. Desde pequena ela me levava junto. Quando estava no ensino médio, eu jogava handebol e essa vocação veio à tona. Ela dá aula de português, e eu fui para a educação física, onde me encontrei para a vida — diz Paula.

Paula tem 29 anos e é professora desde os 21. Pegou do exemplo da mãe Sônia a vontade de ensinar. E aquilo que aprendeu em casa, e com seus mestres, ela começa a passar também para os seus alunos.

— Tem um aluno do turno da manhã que pede para vir à tarde acompanhar as aulas porque quer ser professor de educação física. Já quer ter essa experiência antes mesmo de entrar na universidade. Isso para nós é muito gratificante. Quer dizer que o nosso trabalho valeu a pena. Que o quão desgastado a gente sai muitas vezes, vale a pena — conta Paula, que vibra com cada estudante que se diz espelhar em sua aula para escolher a carreira para o resto da sua vida:

— Eles vêm contar para a gente que, por causa da nossa aula, fez a escolha. Por causa dos jogos que a gente foi participar com a escola.

O reconhecimento do bom trabalho realizado por Paula acontece, segundo ela, a cada momento em que vai à sala de aula buscar seus alunos para o ginásio ou para uma das áreas disponíveis na escola para realização da prática esportiva.

A metodologia utilizada para que o desenvolvimento dos estudantes aconteça é um diferencial na forma de ensino da professora:

— Qualquer pessoa que vier em um ginásio e acompanhar uma aula orientada, vai saber que isso não é só sair da sala. Nossa aula não é um lazer. Temos um objetivo com isso. Eles sabem o porquê estão fazendo cada atividade.

A missão para Paula é fazer com que os estudantes tenham o mesmo prazer de estar apreendendo do que ela sente ao ensinar:

 Leia mais
Não basta ser só professor: como a educadora Aline Scotti muda a vida de jovens em Caxias 

— Eles têm uma gratidão muito grande. Principalmente os que começam a ir para jogos, festivais. Eles se sentem pertencentes à escola. E isso faz a gente não desistir nunca.

Nada faz parar

Para quem escolheu ensinar, não é qualquer empecilho que vai impedir de ajudar na evolução dos alunos. Apesar da boa estrutura que encontra nos locais em que trabalha — além da Ramiro Pigozzi, ela dá aula na Escola Ângelo Chiele, em Farroupilha—, Paula por vezes acaba tendo desafios diferentes no meio do caminho. Quando a chuva é muito intensa, como aconteceu na semana passada, algumas goteiras surgem no ginásio. É preciso fazer algumas adaptações na ideia original, mas jamais liberar os alunos daquilo que foi planejado.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 02/10/2018 - Repórter Marcelo Rocha realiza série de reportagens com professores de educação física. NA FOTO: professoraProfessora Paula Ghinzelli, 29 anos, leciona na Escola Ramiro Pigozzi, no Bairro Arco Baleno. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

— Os alunos valorizam o nosso trabalho. Eles nem sabem o que é uma aula livre. Esse não é meu jeito de trabalhar – conta Paula, que reconhece a evolução dos alunos com cada trabalho realizado no dia a dia:

— Gosto de ver a evolução deles. Cada degrau que eles sobem, cada coisa que eles consigam a partir de nossa dedicação. Fico muitas vezes ao meio-dia, depois do horário. Não meço esforços para ver a evolução deles.

Paula ainda é uma professora nova e que tem muito tempo pela frente para ensinar e dividir experiências e conhecimentos com seus alunos. Porém, pensando em um futuro, o que ela espera é que a recordação do período em que viveu com os estudantes seja de felicidade:

— Espero que lembrem da minha aula com alegria, que remeta a lembranças boas. A nossa aula não vale a pena se eles não saírem com um sorriso no rosto.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 02/10/2018 - Repórter Marcelo Rocha realiza série de reportagens com professores de educação física. NA FOTO: professoraProfessora Paula Ghinzelli, 29 anos, leciona na Escola Ramiro Pigozzi, no Bairro Arco Baleno. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Leia também
Cartório eleitoral de Caxias faz levantamento de seções que mais registraram transtorno

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros