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Juventude26/08/2018 | 20h10Atualizada em 26/08/2018 | 20h10

Os números e os motivos que ocasionaram na demissão de Julinho Camargo

Técnico deixou o Ju com aproveitamento de 39,7% em 26 jogos

Os números e os motivos que ocasionaram na demissão de Julinho Camargo Porthus Junior/Agencia RBS
Empate em 0 a 0 com o Boa Esporte, no sábado, foi o último jogo de Julinho Camargo no comando do Juventude na Série B Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Em 13º colocado na Série B, o Juventude chegou ao 12º empate na competição. No sábado, o 0 a 0 contra o lanterna Boa Esporte foi o fim da linha para o técnico Julinho Camargo no comando da equipe. O treinador deixou o Ju com 26 jogos disputados e apenas seis vitórias, um aproveitamento de 39,7%.

Ao todo, o Ju chegou ao sexto jogo sem sequer marcar gol. Abaixo, cinco motivos e os números que determinaram a queda do treinador alviverde após a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. 

1 - Desconfiança da torcida
Desde a sua chegada, no dia 26 de fevereiro, Julinho Camargo nunca contou com a confiança maciça da torcida. O treinador estava no comando do Veranópolis e, apesar de ocupar a parte de cima da tabela, não empolgou os juventudistas por sua campanha de poucos gols no time pentacolor. 

2 - Contratações defensivas
Das 12 contratações feitas pelo Juventude na era Julinho, nove foram de jogadores de características defensivas. O técnico, inclusive, pedia para que volantes como Bertotto, Jair, Diones, Tony e Rodrigo fossem chamados de meias. Além deles, o clube trouxe os laterais Felipe Mattioni e Neuton e os zagueiros Rafael Bonfim e Wagner. Do meio para frente chegaram Maikinho, Caio Rangel e Elias. Destes, Rodrigo sequer entrou em campo, Maikinho entrou em quatro partidas e Fellipe Mattioni, Caio Rangel e Elias não atuaram nem a metade do número de jogos do time na competição. 

3 - Começo sem empolgar
Nos três primeiros jogos, uma derrota para o Grêmio, um empate em casa com o VEC e uma vitória sobre o São José no Gauchão. Na Série B, a primeira vitória veio só na quarta rodada, e contra o Boa, que ainda não havia marcado gol na competição. A vitória de virada foi a primeira sobrevida do treinador no Ju. 

4 - Sistema de jogo
Desde as primeiras rodadas, o time atuou num 4-2-3-1, mas em muitos dos jogos com um dos volantes ocupando a terceira linha. Os laterais Choco, Vidal e Pará foram utilizados como extremas. Na reta final, o sistema mudou para o 4-3-2-1 e Bertotto foi deslocado para ser o lateral-esquerdo, como na partida contra o Avaí, quando Maurício atuou como meia pela esquerda

5 - Discurso
Não foram uma nem duas as vezes que o técnico Julinho Camargo citou o começo do ano do Ju como justificativa nos insucessos da Série B. Seja pela pré-temporada, lesões ou pelo perfil das contratações, o treinador irritava a torcida ao falar da falta de opções, sobretudo, ofensivas.

Números de Julinho Camargo no Juventude:
26 jogos (3 no Gauchão e 23 na Série B)
6 vitórias
13 empates
7 derrotas
19 gols marcados
24 gols sofridos
39,7% de aproveitamento

No Jaconi
13 jogos (2 no Gauchão e 11 na Série B)
2 vitórias
7 empates
4 derrotas
8 gols marcados
14 gols sofridos
33,3 % de aproveitamento

Fora de casa
13 jogos (1 no Gauchão e 12 na Série B)
4 vitórias
6 empates
3 derrotas
11 gols marcados
10 gols sofridos
46,2% de aproveitamento

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