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Série B11/08/2018 | 06h31Atualizada em 11/08/2018 | 06h31

Alegria em dose dupla: Tony espera comemorar Dia dos Pais com vitória do Juventude

Meia alviverde celebra a experiência de vida com Maria e Antônia, filhas e fãs número um

Alegria em dose dupla: Tony espera comemorar Dia dos Pais com vitória do Juventude Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O domingo será especial para Tony. O meia do Juventude ainda não sabe ser estará entre os titulares de Julinho Camargo diante do Figueirense, no dia anterior, às 19h no Alfredo Jaconi, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Mas existe um lugar em que o jogador de 32 anos não precisa disputar posição com ninguém. Dois, para ser mais exato. 

As gêmeas Maria e Antônia são há quatro anos a inspiração do atleta. Ao lado delas, Tony poderá celebrar o Dia dos Pais. Para quem passa tanto tempo longe envolvido com viagens e concentrações, o 12 de agosto será ainda mais especial. 

— A gente viaja muito e acaba ficando muito tempo longe. Às vezes, são três, quatro dias fora de casa. Então sempre que estou por aqui acabo brincando de alguma coisa. Outros momentos estou tocando violão e elas ficam cantando. Ficamos sempre juntos quando estou em casa — diz o jogador, que volta e meia recebe marcação cerrada das filhas:

— Elas estão sempre cobrando para fazermos alguma atividade. E por serem duas, uma acaba botando pilha na outra. É trabalho dobrado.

Enquanto Tony está na rotina desgastante e exigente da carreira de um atleta profissional, cabe a Fernanda, esposa do jogador, cuidar das meninas e controlar a saudade delas do pai.

— Elas já acordam perguntando “cadê meu pai?”. E é aquele chororô. Daí tenho que explicar que o trabalho do papai é assim. Elas são, com certeza, fãs número um dele. Eu perco em casa de goleada — brinca a mãe.

Nascidas em São Paulo, Maria e Antônia já moraram em algumas cidades até chegar em Caxias. Tony lembra que a maior dificuldade enfrentada foi quando ele trocou o América-MG pelo CRB, no ano passado:

— Elas se adaptam bem. Mas quando saímos de Belo Horizonte elas sentiram. A maior parte da vida delas foi lá, então tinham bastante amiguinhos. Para elas foi difícil. Depois de Maceió fomos para Itu, no Paulistão desse ano, e agora Caxias. E essas adaptações foram um pouco mais fáceis.

No retorno de casa após os jogos e viagens é preciso descansar. E esse é um ponto que Tony não abre mão. O profissionalismo do meia com o cuidado da recuperação física o obriga a adaptar as brincadeiras com as meninas. Até por isso, a música é uma boa saída para as duas, que adoram cantar.

— (Ele toca) mais ou menos.  Às vezes, o papai erra e diz que vai começar tudo de novo — diz Maria.

Se as viagens são constantes, o retorno para casa sempre vem com pelo menos uma lembrança, conta Antônia:

— Outro dia ele trouxe um livrinho de estudar. Tem vezes  que ele traz um álbum de fotos. Sempre vem alguma coisa.

Parceria de todos

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 09/08/2018 - O paulista Antônio de Moura Carvalho, conhecido como Tony, é meio campista do Juventude. Nas fotos o jogador está com as filhas gêmeas e a esposa. Reportagem para o dis dos pais. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Um dos fatores que facilitam a adaptação de Maria e Antônia às novas cidades é justamente o fato de serem irmãs gêmeas. Fernanda destaca a parceria delas nesse processo:

— Elas têm uma a outra para se apoiar, e isso minimiza esse estresse das mudanças. Em dois anos, já foram três escolas, três cidades, três culturas diferentes. Para uma criança é difícil, assim como para nós. Mas o fato de terem uma a outra facilita muito.

As duas adoram Caxias. E o pai quer ajudar a fazer o domingo dos Jaconeros mais feliz:

— Espero que a gente possa fazer um bom jogo e dar esse presente para o torcedor. Não só aos pais, mas para essa torcida apaixonada. Estamos devendo em casa, mas que eles saibam que queremos ganhar sempre. 

Tony sabe que a carreira no futebol é curta, mas acredita que o esforço e o tempo que acaba passando longe das meninas será recompensado em breve:

— Espero que elas saibam que todas essas mudanças, as adaptações, tudo isso que a gente acaba fazendo elas passarem, é pelo futuro e pela educação delas. Pelo bem estar das duas. Elas sabem que o pai sai para viajar, mas tem um motivo. É difícil passar longe o ano inteiro, mas é para, em algum momento valer a pena.

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