Sem patrocínios confirmados, Caxias Basquete corre o risco de ficar de fora do NBB 11 - Esportes - Pioneiro

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Sem saída05/07/2018 | 08h00Atualizada em 05/07/2018 | 08h00

Sem patrocínios confirmados, Caxias Basquete corre o risco de ficar de fora do NBB 11

Mesmo com excelente campanha na última temporada, equipe não recebeu o apoio dos empresários

Sem patrocínios confirmados, Caxias Basquete corre o risco de ficar de fora do NBB 11 Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Um sonho que pode morrer por falta de incentivo. Justamente após a melhor campanha de sua história no Novo Basquete Brasil (NBB), na temporada 2017/2018, de quebrar recordes de público e de envolver toda uma cidade, o Caxias do Sul Basquete/Banrisul ainda não encontrou recursos para seguir em frente. 

O apelo popular da equipe, que terminou em sexto lugar na última liga nacional,  ainda não trouxe reflexos ao clube, que diferentemente do que se imaginava, novamente corre desesperadamente atrás de verba para não deixar se perder no tempo o causador de tanto orgulho ao esporte caxiense.
Durante a excelente campanha do time no NBB 10, se tinha uma ideia de que o encaminhamento da renovação de contratos e até mesmo a manutenção do grupo de jogadores para o período seguinte seria mais tranquilo. Em anos anteriores, a captação dos recursos só aconteceram no prazo limite da confirmação de participação no campeonato. Desta vez seria diferente? Não foi. 

Praticamente todos os atletas já encontraram outras equipes para atuar na temporada 2018/2019 e as dúvidas sobre a continuidade do trabalho pairam no ar. O prazo máximo para que o Caxias apresente as garantias financeiras e confirme a participação no NBB 11 é 24 de julho.
Até o momento, o único patrocínio encaminhado é o do Banrisul, através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. No entanto, o investimento do banco estatal não pode ser revertido na contratação de jogadores. 

O dinheiro colocado no clube é, basicamente, para questões estruturais. Ou seja, os custos com deslocamento, hospedagem e alimentação seriam arcados pela parceria que já vem há alguns anos, antes mesmo do time chegar à elite do basquete nacional. 
O problema maior passa pela formação do grupo de jogadores que vão formar o time – e que sequer foram contratados ainda – e as acomodações deles na cidade. Para isso, acertar com os outros investidores é imprescindível.

Na temporada que terminou em maio, além do patrocínio máster do Banrisul – algo em torno de R$ 1,2 milhão no ano–, quatro empresas estamparam suas marcas em uma segunda linha de apoio – totalizando, juntas, pouco mais de R$ 100 mil/mês. Outras 28 também estiveram ligadas ao Caxias Basquete durante o NBB 10. Nem todos foram diretamente com dinheiro em espécie. Hotel para a moradia dos atletas, alimentação e academia para treinamentos estiveram entre os diversos negócios que se aliaram ao time.

A maioria desses apoiadores de menor impacto direto nos cofres do clube devem ser renovados sem grandes dificuldades. O problema maior passa justamente pelos investimentos mais substanciais na montagem e manutenção do time. 
Dos quatro parceiros que davam a sustentação para a formação da equipe, um é certo que não permanece. Os outros ainda estão em processo de negociação, mas sem uma posição oficial de acerto ou não. A rede hoteleira que hospedou 95% dos atletas mudou a direção e também não renovou o apoio.

São menos de 20 dias para que uma solução seja encontrada e o sonho de manter uma equipe na elite do basquete nacional não se apague pela falta de apoio. Caso contrário, o Caxias deve pedir licença para a liga e iniciar tudo do zero.

"Não jogar o próximo NBB é voltar um passo atrás no tempo"

Um dos fundadores do Caxias Basquete e atual presidente da Federação Gaúcha de Basquete (FGB), Rogério Caberlon, lamenta o fato de o time novamente encontrar obstáculos gigantes para a confirmação da participação no NBB:

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL 23/04/2018Caxias Basquete x Mogi no ginásio do Vascão em Caxias do Sul.Jogo 4 das quartas de Final do NBB 10. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

– É uma pena ter toda essa dificuldade. O Rio Grande do Sul deveria ter um reconhecimento maior pelo que vem sendo feito. O basquete no Estado vem crescendo junto com o time, cada vez mais crianças estão praticando e pessoas acompanhando o esporte.

Segundo Caberlon, o retrocesso para a modalidade será prejudicial caso não haja a confirmação da participação do time na temporada 2018/2019.

– Não jogar o próximo NBB é voltar um passo atrás no tempo. O prejuízo será muito grande para a cidade, para o Estado, sem um representante no elite da modalidade, e para todos os amantes do esporte. O basquete de clube voltou a ser forte, está disputando com o vôlei o segundo lugar em popularidade.

Sobre a busca de investimentos para a disputa da próxima edição do campeonato nacional, Caberlon acredita que as marcas que se associarem ao time têm uma visibilidade diferenciada.

– O Caxias Basquete seria uma mídia muito mais barata do que qualquer empresa faz – afirma Caberlon, que vê com naturalidade o desmanche do grupo de jogadores após a excelente campanha no NBB 10:

– Eu já tinha isso como certo. Se olhar a S.E.R. Caxias, campeã em 2000, saíram os bons, os médios e os ruins. Os nossos jogadores se valorizaram. Alguns fizeram contratos que podem resolver a vida financeira deles. Com a verba confirmada, montar o time não será um problema. 

 
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