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Taekwondo06/07/2018 | 08h00Atualizada em 06/07/2018 | 08h00

De olho nas Olimpíadas, caxiense embarca para a disputa do Pan-Americano

Welinton Samuell, 18 anos, é atleta da ACTKD/UCS e seleção brasileira

De olho nas Olimpíadas, caxiense embarca para a disputa do Pan-Americano Lucas Amorelli/Agencia RBS
Aos 18 anos, Welinton Samuell vai para a sua segunda competição internacional, a última na categoria 54kg Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Da vaquinha online para participar de competições ao Pan-Americano de Taekwondo. Em um ano, o caxiense Welinton Samuell Bairros de Fraga, que passava dificuldades para conseguir participar de disputas longe de casa deu um salto em progressão geométrica na carreira de lutador. Agora vê a realidade atual flertar com seu maior sonho: disputar uma Olimpíada. 

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Neste domingo, o atleta de 18 anos embarca para Spokane, em Washington, nos Estados Unidos, onde disputará a principal competição de todo o continente americano da modalidade. Há dois anos, o jovem faz parte da seleção brasileira de taekwondo na categoria até 54kg. 

– É um desafio muito grande. Não é uma competição comum. Não vou só representar minha equipe, meu estado. Vou representar todo o país também. Dá um frio na barriga. Será minha segunda competição internacional e já neste nível – avaliou Welinton, que treina desde os quatro anos de idade: 

– Minha mãe me colocou a treinar até para me defender. Eu me dividia entre o taekwondo e o futebol, mas tive que escolher um. Sempre fui perna de pau, nunca gostei tanto do futebol como o taekwondo. 

O foco de Welinton é total na competição. Apesar da rotina de treinos diários em dois turnos na Associação Caxiense de Taekwondo (ACTKD), na Universidade de Caxias do Sul (UCS), é contra a balança a principal luta do faixa preta. 

– A maior dificuldade será bater o peso, com certeza. Estou com 59kg, estou fazendo hiper-hidratação para chegar nos 54. Estou tomando mais água, com uma dieta restrita, faço treinos com capa. Farei também o processo na banheira de água quente e também sauna. Tudo para descer toda a água e conseguir chegar no peso. Mas vale muito à pena. É um sonho estar no Pan-Americano. Eu estou mudando para o 58kg, mas surgiu essa possibilidade de disputar no 54kg. Dou a vida para conseguir bater esse peso e alcançar mais esse objetivo. 

Welinton estreia no Pan no dia 12. Dois dias depois, também em solo americano, disputa uma competição pela primeira vez na categoria 58kg. Motivos a mais para sonhar acordado com Jogos Olímpicos. 

– Penso muito, ainda mais agora que vou mudar de categoria. Vou para até 58kg, que é categoria olímpica. Vejo que é possível ser um atleta olímpico – projeta, empolgado com o momento em que vive. 

Segundo o técnico da ACTKD, Daniel Brisotto, que ainda treina outros 17 atletas de alto rendimento, as chances de Welinton participar das Olimpíadas de 2024 são reais, mas não está descartado que o atleta consiga ranking já para os Jogos de Tóquio, em 2020.

2018 está sendo de mudanças decisivas para o futuro do lutador

Além de mudar de categoria, Welinton Samuell tem outra decisão importante em 2018, projetando o futuro. Aos 18 anos, está prestes a terminar os estudos no ensino médio. A partir daí, o objetivo é seguir próximo do esporte que pratica. 

– Ainda estou indeciso em relação à faculdade. Não sei se farei nutrição ou se irei para a área da educação física. Sonho desde pequeno ser professor de taekwondo. Acho que o fato de eu estar acabando o ensino médio, já estar pensando em faculdade, de o taekwondo estar me levando mais além, fazem este momento ser o mais decisivo da minha vida – confirma, ao elencar a seletiva para ser atleta da seleção brasileira como o maior desafio vencido no tatame até o momento. 

Apesar de ter uma rotina praticamente sem brechas para lazer, Welinton diz estar acostumado e feliz por estar seguindo atrás dos sonhos.

– Sempre almejei ser um atleta olímpico. Acho que cada competição que eu participo, cada passo que eu dou, sinto que estou mais próximo deste objetivo. Nem dá tempo de fazer outras coisas. Só estudo e treino mesmo. Mas sempre tive uma rotina de treinar e estudar, não mudei muito. Para o Pan-

Americano não estou me cobrando por resultados, mas por rendimentos. E é consequência. Se tiver desempenho devo ter resultado – projeta. 

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