Caxias será julgado nesta quarta-feira pelas confusões no jogo com o Treze-PB - Esportes - Pioneiro

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Tumultos25/07/2018 | 06h27Atualizada em 25/07/2018 | 06h27

Caxias será julgado nesta quarta-feira pelas confusões no jogo com o Treze-PB

Defesa grená tentará livrar o clube da perda de mandos de campo

Caxias será julgado nesta quarta-feira pelas confusões no jogo com o Treze-PB Felipe Nyland/Agencia RBS
As confusões levaram a arbitragem encerrar a partida sem completar os 90 minutos regulamentares Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS
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O Caxias trabalhou forte para tentar escapar ileso das confusões ao final da partida contra o Treze-PB, no dia 8 de julho, pelas quartas de final da Série D. O julgamento será na tarde desta quarta-feria, no STJD, no Rio de Janeiro. Pela denúncia, o clube foi enquadrado no artigo 213, por não tomar providências afim de evitar desordem, invasão de campo e lançamentos de objetos ao gramado sobre o rival paraibano quando saía para o vestiário. O que poderá resultar em multa de R$ 100 a R$ 100mil.

A denúncia, feita pelo relator Vanderson Maçullo, ainda pede a perda de mandos de campo e isso pode chegar a 10 partidas em competições nacionais. Além disso, o clube foi citado no artigo 257, por brigas sem identificar todos envolvidos, onde a multa pode atingir R$ 20mil.

A defesa grená será realizada pelo advogado Francisco Balbuena. Ele quer mostrar que isso foi um evento isolado na casa do Caxias. Também desconstruir a perda de mandos de campo com base no 3º parágrafo do artigo 213, já que o clube identificou os torcedores, e, com isso, estaria eximido de culpa.

— Vamos mostrar que todas as medidas de segurança foram adotadas pelo clube. Tratou-se de uma atitude atípica, um fato de terceiros. O torcedor que invadiu o campo foi algo exclusivo dele e o clube não tinha como ter evitado, porque todos estavam tentando acabar com a confusão entre os atletas. O torcedor entrou em campo, foi contido e identificado — destaca Balbuena, que também fala sobre os demais torcedores e os objetos arremessados dentro de campo:

— Os outros três torcedores que arremessaram os objetos foram identificados. Eles arremessaram os pedaços de madeira onde não havia ninguém. Vamos destacar a parte da súmula, que se refere ao arremesso de moedas. As imagens mostram que nada foi jogado.

Ainda assim, o episódio ganhou repercussão nacional. O que poderá ter peso na decisão da 3ª Comissão Disciplinar e até levar a perda de mandos para o Caxias. Para o advogado, a defesa está bem consolidada afim de evitar tal punição.

— Estamos com uma defesa bem postada para que não ocorra isso. O clube está dando todo o suporte, irão todos os atletas envolvidos e vai um comandante da Brigada Militar também. Vamos tomar todas as medidas cabíveis – complementa o advogado.

Foram citados os jogadores Lúcio (goleiro), Julinho (lateral-esquerdo) e Caio Cézar (meia-atacante) por parte do Caxias. Eles foram denunciados por agressão e podem pegar gancho de até 12 jogos. Além deles, o médico Rafael Lessa poderá receber 12 partidas de suspensão por invadir o campo e empurrar o auxiliar do time paraibano. O chefe de segurança grená, Paulo Teixeira, foi citado por invasão e agressão e poderá pegar 360 dias de suspensão. 

No Treze, Silva (lateral-esquerdo) é apontado como o causador da confusão e poderá receber 12 jogos de punição. Maxuell Samurai (atacante) foi indiciado por agressão e a pena também é de até 12 partidas.

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