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No sufoco22/06/2018 | 11h09Atualizada em 22/06/2018 | 20h36

Brasil marca duas vezes no fim e vence a Costa Rica na Copa do Mundo

Seleção criou mais chances e conseguiu o triunfo nos acréscimos

Brasil marca duas vezes no fim e vence a Costa Rica na Copa do Mundo CHRISTOPHE SIMON / AFP/AFP
Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP / AFP

Bom dia, Brasil. Ufa, agora eu posso lhe dizer isso. Depois de 90 minutos de angústia e sofreguidão, a Seleção Brasileira venceu a Costa Rica por 2 a 0, com gols aos 45 e 51 minutos do segundo tempo e colocou um pé nas oitavas. Mas posso lhe dizer aqui da posição 250 do bloco A211 das tribunas: foi uma tortura. 

Um dia cinzento e com uma garoa fina nas margens do Mar Báltico. São Petersburgo, a magnífica cidade que Pedro construiu para ele, ficava ainda mais charmosa em suas avenidas largas pontuadas por prédios seculares, de uma arquitetura de encher os olhos. Poucas horas antes da partida, um vento gelado vinha do Golfo da Finlândia e lambia o Estádio de São Petersburgo, uma nave espacial de concreto e aço estacionada numa das ilhas que compõem a Veneza do Leste. A arena, casa do Zenit, é suntuosa, tem teto retrátil e um sistema que leva o gramado para baixo da arquibancada, onde ele toma banho de luz artificial.

Mas, incrivelmente, na hora da partida, o sol rasgou as nuvens cinzas e iluminou o gramado. Parecia um bom presságio. Iluminado, o Brasil pisou no gramado. Mas, nos primeiros 20 minutos, seu jogo foi cinza ncomo era o céu na manhã de São Petersburgo. A Costa Rica manteve ficadas na defesa sua linha de cinco zagueiros. À frente dela, uma outra linha de quatro. E entre elas nenhum espaço. 

O jogo era simples. O Brasil trocava passes, mudava de lado, voltava a trocar passes e não achava espaços. Os costa-riquenhos se mantinham firmes e, como um felino faminto, esperavam o vacilo do Brasil para contra-atacar. Foi assim aos 12 minutos. Venegas arrancou pela direita, cruzou para trás e encontrou Borges livre. O filho do brasileiro Alexandre Guimarães, rival nas Copas de 1990 como jogador e 2002 como técnico, arrematou para fora. 

A marcação severa da Costa Rica incluía caça a Neymar. Ss faltas se repetiam, nunca com o mesmo jogador. O brasileiro se impacientou. Só que revidou com a bola. O Brasil passou a jogar pela direita com Neymar, Coutinho e Marcelo. E, enfim, criou. Aos 23, Neymar lançou  forte para Paulinhom na área. Tite, fora de campo, pediu calma. A Seleção entendeu. Aos 25, Marcelo chutou, e Jesus, impedido, fez gol. Neymar, so 27, chutou por cima. No minuto seguinte, foi Marcelo quem chutou. O melhor lance foi com Jesus, em grande jogada de Neymar pela esquerda. Pressionado, cabeceou para fora. 

A esta altura, os torcedores costa-riquenhos já não cantavam em alto e bom "olê, olê, olê, tico, ticôôô". Só se ouvia a grande maioria amarela entoando o velho e bom "lê, lê, lelê-ôôô, Brasil". O primeiro tempo acabou com um susto de Miranda, que perdeu a bola e teve de fazer falta. 

Tite voltou do intervalo com Douglas Costa no lugar de Willian. A Seleção ficou acesa. Aos dois, Neymar disputou com Gamboa a um metro da linha do gol, e a bola parou em Navas. Aos três, Coutinho apanhou rebote na entrada da área e chutou. Guzman salvou. Aois oito, Douglas cruzou, Neymar arrematou de dentro da área. Navas fez milagre. No minuto seguinte, Coutinho receneu livre de Paulinho e concluiu fraco. O gol começava a ganhar contornos. 

Só que ele não vinha. Aos 21, Tite colocou Firmino no lugar de Paulinho. O Brasil foi, como diria Abel Braga, para dentro deles, em um 4-2-4 de ousadia. Faltava a alegria. Neymar, aos 28, perdeu uma chance clara diante da área. Aos 33, em saída rápida, Jesus tocou para Neymar na área. Ele cortou Gonzalez, que o puxou. Pênalti. O árbitro deu. Mas pediu auxílio do árbitro de vídeo, que reviu a decisão.

A esta altura, a aflição impregnava os jogadores e a torcida. Neymar levou cartão amarelo por reclamação. Tite, no limite da área técnica, se inclinava e pedia calma. A Costa Rica fazia o tempo passar. Ouvia uma vaia estrodosa atrás da outra, mas seguia seu jogo sem se abalar.

Até que, aos 45, Marcelo cruzou, Firmino aparou, Neymar não dominou e Coutinho apareceu para colocar a bola na rede. Ainda deu tempo para um contra-ataque encaixar aos 51 minutos. Neymar desencantou e ampliou. Fim de angústia. As oitavas estão logo ali. Samara nunca foi tão perto.

COPA DO MUNDO — GRUPO E — 2ª RODADA — 22/6/2018

BRASIL (2)
Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho (Roberto Firmino, 22'/2°), Willian (Douglas Costa, int.), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Fernandinho, 47'/2°)
Técnico: Tite

COSTA RICA (0)
Keylor Navas; Cristian Gamboa (Francisco Calvo, 29'/2°), Giancarlo Gonzalez, Johnny Acosta, Oscar Duarte e Bryan Oviedo; David Guzman (Yeltsin Tejeda, 37'/2°), Celso Borges, Johan Venegas e Bryan Ruiz; Marcos Ureña (Christian Bolaños, 8'/2°)
Técnico: Oscar Ramirez

Gol: Philippe Coutinho (B), aos 45 minutos, e Neymar (B), aos 51 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Neymar, Philippe Coutinho (B), Johnny Acosta (C)
Arbitragem: Bjorn Kuipers, auxiliado por Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (trio holandês)

Público: 64.468 pessoas
Local: Estádio de São Petersburgo, em São Petersburgo, na Rússia

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