Caxias reuniu jogadores de 1976 em festividades do milésimo jogo - Esportes - Pioneiro

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Históricos29/05/2018 | 08h30Atualizada em 29/05/2018 | 08h30

Caxias reuniu jogadores de 1976 em festividades do milésimo jogo

Além de relembrar histórias, atletas foram homenageados pela direção

Caxias reuniu jogadores de 1976 em festividades do milésimo jogo Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Paulo Cezar Tatu (agachado de moletom marrom) fez elogios ao técnico Luiz Carlos Winck Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O milésimo jogo do Caxias no Estádio Centenário foi também festivo. Não só pela vitória de 3 a 1 sobre o Inter de Lages, que deu ao grená a segunda melhor campanha da Série D, mas pelas recordações. Histórias do passado e que podem inspirar no presente.

A direção reuniu jogadores históricos, torcedores simbólicos e prestou homenagens a quem fez história jogando na casa grená. Do time de 1976, o primeiro a pisar no gramado e que venceu o Inter, de Porto Alegre, por 2 a 1, em 12 de setembro, estiveram presentes Bagattini, Maurinho, Paulo Cezar Tatu e Segatto. O último lembra bem daquela inauguração. 

— Foi uma emoção muito grande, o estádio pronto e lotado. Duvido alguém conseguir um lugar para estar no Centenário naquele dia — recorda Segatto. 

E a partida de estreia não foi qualquer jogo, afinal era contra o então campeão brasileiro. E, naquela primeira fase, os colorados sofreram apenas uma derrota: justamente a do Centenário. 

— O Inter era o melhor time do país. O Osmar fez um gol de falta muito bonito. Depois o Claudinho fez uma jogada bem interessante. Ele dominou na esquerda e, quando o Figueroa se aproximou, lançou a bola no fundo e saiu pela pista (atlética que tinha no Centenário) para fugir da marcação e pegar a bola lá na frente. O Inter queria anular essa jogada. Isso mostra que o nosso repertório era muito diferente de hoje. Vencemos o Inter em um grande jogo e com esse tipo de jogadas que não estão no mapa — conta Tatu, aos risos.

Histórias como essas não faltam para os ex-jogadores. Numa época diferente em que os atletas se enraizavam num clube, Tatu permaneceu sete anos no Centenário e vestiu a camisa do Caxias em 220 oportunidades.

— Eu e o Felipão entramos naquele portão juntos. Só saí daqui em 1980.

Segatto vai além. Com a camisa grená, de Caxias e Flamengo, são 145 jogos. Porém, esta foi apenas uma parte da trajetória do lateral-esquerdo.

— Sou o único jogador que está vivo e jogou nos quatro clubes de Caxias do Sul. Comecei no Juventude, fui para o Flamengo, depois para a Associação Caxias e, por fim, na S.E.R. Caxias — conta ele.

Atualmente, Tatu e Segatto têm expectativas positivas de que o clube possa voltar a viver seus tempos áureos. Em 1976, só existia uma divisão no Campeonato Brasileiro e o Caxias encerrou na 15ª posição da classificação geral. 

Em 2018, após o milésimo jogo no Centenário, o clube chega forte ao primeiro dos três mata-matas necessários para chegar ao acesso à Série C e garantir o primeiro passo da retomada nacional.

— O Winck é um bom treinador. Ele está aí desde o ano passado e fazendo um trabalho muito bom para recolocar o Caxias no lugar onde deve estar — opina Tatu.

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