Caxias Basquete, da dupla de Léos, enfrenta o Mogi na abertura das quartas de final do NBB - Esportes - Pioneiro

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Pilares14/04/2018 | 06h28Atualizada em 14/04/2018 | 06h28

Caxias Basquete, da dupla de Léos, enfrenta o Mogi na abertura das quartas de final do NBB

Assistentes são peças importantes na equipe caxiense, que entra em quadra às 14h do sábado

Caxias Basquete, da dupla de Léos, enfrenta o Mogi na abertura das quartas de final do NBB Diogo Sallaberry / Agência RBS/Agência RBS
Léo Figueiró (E) e Léo Gomes (D) são pilares do trabalho desenvolvido por Rodrigo Barbosa nesta temporada Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS / Agência RBS

Rodrigo Barbosa tem grandes pilares ao seu lado no Caxias do Sul Basquete/Banrisul. Grandes mesmo. O assistente Leonardo Gomes e o coordenador técnico Leonardo Figueiró são parte do crescimento do time, muito antes da histórica campanha no NBB 10. Quando a equipe começar a disputa das quartas de final contra o Mogi, neste sábado, às 14h, no Vascão, estarão no banco caxiense duas figuras da história do clube.

A parceria com os Léos vem de muito tempo. Barbosa comandou os dois cariocas no Caxias Basquete em momentos diferentes da equipe.

— Só não vai dizer a idade deles, vão achar que sou velho porque treinei os dois — brinca o treinador sobre os parceiros de comissão. 

Os três nasceram em 1975. Só Figueiró já fez 43 anos. Léo Gomes participou de duas conquistas relevantes para a história do Caxias. A primeira, como atleta, foi em 2009. Ele era pivô do time que conquistou o primeiro título gaúcho. 

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Agência RBS

— Lembro que naquela conquista do Gaúcho pensávamos em jogar o Brasileiro, pois só disputava o Estadual. Poder contemplar anos depois esse crescimento, não existem palavras para explicar. É gratidão mesmo pelo que o Rodrigo tem feito e pelo que o Caxias conseguiu conquistar — diz Gomes.

O segundo momento foi em 2015, já como auxiliar, na campanha do título da Liga Ouro.

Léo Figueiró jogou no Caxias em 2007, e recorda o período:

Em 2007, Léo Figueiró era um dos reforços do time para o EstadualFoto: Juan Barbosa / Agência RBS

— Era uma época semi-profissional, onde contratavam uns quatro jogadores para disputar o Gaúcho. Mas desde sempre foi um projeto muito sério e comprometido em fazer as coisas de maneira correta. Hoje é possível ver que deu frutos.

Ter trabalhado sob comando de Rodrigo ajuda a  comissão.

— Nós entendemos o modus operandi dele. Ter sido atleta dele facilita por compreender a forma que ele gosta do time. Sempre tentamos chegar em um denominador comum — diz Gomes. 

Figueiró, que ingressou na comissão técnica nesta temporada, tem uma característica que o define desde os tempos em que era ala/pivô da equipe:

— Sou muito transparente, olho no olho. Minha conversa com o Rodrigo, desde a época como jogador, até agora como coordenador técnico, é assim. A gente discute muito basquete,  o que faz ele crescer e eu também. 

Léo Gomes participou como auxiliar da campanha da conquista da Liga Ouro, em 2015Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS

Pensando no futuro

Para Rodrigo Barbosa, que sempre foi a imagem à frente do projeto do Caxias Basquete, a participação dos dois Léos é importante para o desenvolvimento do time:

— Tudo que estamos fazendo foi pensado. Convidei o Léo Figueiró para vir trabalhar conosco. O Léo Gomes já está aqui desde 2014. Hoje, o Léo (Figueiró) tem tanta liberdade para trabalhar com os jogadores quanto eu.  As decisões finais são minhas, mas nossas conversas, nossas discussões diárias, tudo fez com que pudéssemos crescer como time — diz Barbosa, ao ressaltar a importância para o seu crescimento profissional com a chegada dos auxiliares:

— Um problema que eu encontrava anos atrás era que não tinha com quem discutir basquete. A partir do momento que o Léo Gomes começou, tivemos uma primeira discussão do que fazer, de como fazer. Com a chegada do Léo (Figueiró) isso aumentou e abriu muito mais nossas possibilidades.

Se a chegada na fase de quartas de final do NBB e a possibilidade de avançar às semifinais são conquistas para o Caxias Basquete, o desafio agora passa a ser manter o nível da equipe nos próximos anos. Para quem participou dessa caminhada,  a temporada 2017-2018 mostra um futuro promissor.

— Temos vários desafios pela frente. Depois que se faz uma temporada dessas, e que ainda não terminou, temos um desafio financeiro muito grande. Os jogadores pularam de nível. Hoje em dia não somos mais surpresa, somos realidade. Fora de quadra a estrutura vem crescendo. Agora é saber se vamos conseguir avançar financeiramente para poder sustentar essa equipe — diz Léo Figueiró.

Também com atenção a parte financeira do time, Léo Gomes acredita na evolução gradativa do Caxias:

— A fórmula proposta do Rodrigo acho ideal. É sempre dar um passo onde a perna alcança. A ideia é que o time esteja sempre participando das competições e evoluindo. É ver a equipe crescendo, mas dentro de um padrão sustentável para que o projeto se mantenha. 

Léo Figueiró chegou nesta temporada para a função de coordenador técnico do Caxias BasqueteFoto: Diogo Sallaberry / Agência RBS


 
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