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Frustrante13/03/2018 | 07h00Atualizada em 13/03/2018 | 07h00

O Ju que não embalou após o acesso à Série B do Brasileiro

Equipe alviverde não conseguiu empolgar em nenhuma das cinco competições após subir

O Ju que não embalou após o acesso à Série B do Brasileiro Diogo Sallaberry / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS / Agência RBS

Dia 9 de outubro de 2016. Nessa data a torcida alviverde comemorava a conquista do acesso à Série B, contra o Fortaleza, após empate em 1 a 1, no Castelão. A esperança que se criou a partir daquele momento foi do clube em um novo patamar técnico e de conquistas, com a volta para uma condição melhor no cenário nacional. 

Passados pouco mais de um ano e cinco meses do acesso, o que se vê é um Juventude que enfraqueceu e virou um time pouco competitivo. Seja para os grandes adversários, ou para as equipes de menor expressão. 

O resumo desta obra que não deu certo foi o final da fase de classificação do Gauchão. O Ju ficou atrás de dois times da Série D e três equipes que não estão representadas nas divisões nacionais – também passaram Grêmio, Inter e Brasil-Pel.

Neste período, foram quatro treinadores. A aposta em Paulo César Parente, a tentativa com Gilmar Dal Pozzo, a esperança frustrada no retorno de Antônio Carlos Zago, até a chegada de Julinho Camargo. Cada técnico com suas preferências, e estilos muito diferentes de montar o time. Assim, 63 jogadores passaram pelo Alfredo Jaconi — contando somente aqueles que estiveram pelo menos relacionados para algum jogo. Foram cinco goleiros, oito laterais, 10 zagueiros, 22 meio-campistas e 18 atacantes.

Nem um número tão grande de jogadores e técnicos conseguiu resolver um problema crônico desde o início de 2017: o Juventude é um visitante inofensivo. Longe de casa foram 33 partidas e um aproveitamento de 20,20% dos pontos disputados. Foram apenas três vitórias, 11 empates e 19 derrotas. No Gauchão do ano passado e nas duas edições da Copa do Brasil, por exemplo, o time não ganhou fora do Jaconi. 

Na Série B, foram duas vitórias em 19 partidas, enquanto no Estadual deste ano o time triunfou somente diante do São José-PoA, na penúltima rodada.

O rendimento geral do time também é abaixo da média. Em 65 jogos, foram 20 vitórias, 26 empates e 26 derrotas. O aproveitamento fica em apenas 40,5% — como mandante a conquista dos pontos disputados é de 61,45%.

Serão quase 30 dias para o Juventude se remontar visando a Série B. Julinho Camargo e a direção de futebol terão muito trabalho pela frente. O objetivo é bem claro: o time precisará  ser muito mais forte do que se apresenta no momento.  Assim, volte a vencer e a dar alegrias ao torcedor que se mostra tão desconfiado com o 2018 alviverde.

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