"Nós não fomos covardes", diz Winck sobre eliminação do Caxias - Esportes - Pioneiro

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Gauchão22/03/2018 | 08h00Atualizada em 22/03/2018 | 13h13

"Nós não fomos covardes", diz Winck sobre eliminação do Caxias

Treinador não deu entrevista pós-jogo, na terça-feira, por um "pico de pressão"

"Nós não fomos covardes", diz Winck sobre eliminação do Caxias Porthus Junior / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Porthus Junior / Agência RBS / Agência RBS

A volta do Caxias após a eliminação do Gauchão foi de declarações por parte do técnico Luiz Carlos Winck, na tarde da quarta-feira. Após a partida, na terça, o treinador não apareceu para a entrevista e nenhuma explicação foi dada sobre sua ausência. Um “pico de pressão”, com tonturas e mal estar, ainda no vestiário do Centenário, impediu que o comandante grená falasse. 

Nesta quarta-feira, Winck comentou a saída do time do Estadual para o Avenida, em casa:

— Não passei uma noite agradável. Do jogo, o que eu vou falar? Tivemos erros individuais, um que outro, muito mais posse de bola e criamos muito mais situações que o adversário. E, no final, aquela fatalidade da penalidade. Nós não nos omitimos de jogar. Nós não fomos covardes. Tentamos fazer o jogo da maneira certa.

Ao final da partida houve muitos protestos por parte do torcedor grená, tanto na saída do estádio, quanto nas redes sociais. Winck se mostrou incomodado com alguns comentários feitos:

— Tem que entender uma coisa: nunca fui mercenário na minha vida. Se eu fosse, teria saído no início da competição. Tive propostas concretas, de um ano de trabalho, e não abri mão da minha palavra para com o Caxias. Tenho minha consciência tranquila. Sempre fiz o meu melhor pelo Caxias.

Com o pensamento na Série D, ainda sem calendário definido, Winck diz que o pensamento dele é no Caxias.

— No momento não tenho nenhuma proposta. Quero dizer isso para alguns torcedores, e que não são realmente torcedores do Caxias, que ficam provocando situações de dizer que o Winck estava com a cabeça em outro lugar. Nunca estive com a cabeça em outro lugar. Sempre tive minha cabeça no meu trabalho no Caxias. Não voltei pela questão financeira, mas porque é um clube que admiro muito, ganhei um respeito e que para mim, é uma segunda família.

O grupo de jogadores grenás deve ganhar entre dois e três dias de folga até o retorno dos trabalhos para a disputa da Série D. A definição de quem permanecerá ou não para o Brasileiro será feita nos próximos dias.

— Sobre a questão de grupo (do Gauchão), se faltou peça, não gostaria de entrar nesse detalhe. Nós vamos fazer uma avaliação geral do grupo para passar para a direção. Nós já havíamos conversado há um tempo atrás. Já se tem uma base daquilo que se quer dar continuidade ou as situações que gostaríamos de reforços — diz Winck, que lamentou o comportamento de alguns colegas de profissão:

— Me deixa triste que durante a competição algumas pessoas não são éticas. Treinadores ligando diretamente para atletas nossos no momento em que estamos em uma fase final de competição.

 
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