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Clássico 17/02/2018 | 11h29Atualizada em 17/02/2018 | 11h46

Ca-Ju Sem limites: "O Ju é uma doença que não quero o remédio",diz Christian Jean

Torcedor apaixonado pelo Juventude coleciona camisas e histórias com o time de coração

Ca-Ju Sem limites: "O Ju é uma doença que não quero o remédio",diz Christian Jean Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

 Com o cabelo pintado de verde e ansioso pelo jogo da segunda-feira, Christian Jean da Silva poderia ter uma história parecida com a de muitas pessoas com quadro de paralisia cerebral. Mas um sentimento mudou o caminho do jovem. Hoje, aos 21 anos, o morador do bairro Santa Fé, em Caxias do Sul, é completamente apaixonado pelo Juventude e presença constante nas arquibancadas do Alfredo Jaconi. Não é uma cadeira de rodas ou a dificuldade de locomoção que o impedem de acompanhar a equipe alviverde. 

 – É uma honra para mim estar lá sempre acompanhando. Pelo Ju, eu cancelo aniversário ou qualquer outra coisa – diz Christian, que tem uma coleção de 32 camisas do Juventude e mais de 300 de outros times. 

 Sempre acompanhado pelo pai Ariovaldo da Silva, ou pela mãe, Loerci dos Santos, Christian não resume sua paixão pelo time ao Alfredo Jaconi. Ele e o pai já foram para várias cidades do Estado e em jogos fora do Rio Grande do Sul, como em Curitiba-PR, na Série B do ano passado, e na capital paulista, quando o Ju enfrentou o São Paulo pela Copa do Brasil, em 2016. A rotina da família acabou toda alterada por conta da paixão de Christian pelo time. 

 – Semana retrasada, minha dinda nos convidou para viajar. Eu disse para ela “não vou poder ir, porque vai ter jogo”. Quando não consigo ir ao estádio, todo meu pensamento está lá dentro do campo. Daí tenho que ouvir pelo rádio, mas fico acompanhando tudo de onde estiver.
O apoio dos pais é incondicional para que Christian mantenha seu amor pelo time.

– No começo, quando ele passou a gostar muito, eu até xingava ele, porque a gente deixa de sair e de viajar para ele ir para os jogos do Juventude. Mas, ao mesmo tempo, pensamos como é importante isso. Têm tantas crianças e adultos com alguma limitação que se tranca e se fecha dentro de casa. E ele não. Conhece um monte de gente, está sempre interagindo – diz Loerci, que admite que a convivência com o Ju alterou até o seu sentimento por futebol:

– Meu marido e eu não dávamos muita bola para jogo, mas quando me dou por conta, ele está deitado lá no quarto com o Christian vendo uma partida e eu estou cozinhando, acompanhando também, ou vou lá quando sai gol. Tu acabas conhecendo as pessoas e, graças a Deus, muita gente legal.

A primeira vez em que o jovem esteve no Jaconi foi em 2009, em uma partida contra o Botafogo. De lá para cá, acompanhou o time cair e subir de divisão, ídolos se tornaram próximos, mas Christian nunca perdeu o encantamento de quem vive um sonho toda vez que vai ao Jaconi:

– Dois jogadores me marcaram muito. O Pará, que é nosso guerreiro, e o Fred, que uma vez entrei em campo com ele, em 2011, no Juventude e Lajeadense, pela Copa Laci Ughini. Tenho a foto daquele dia. Agora ele está aqui de volta. Já falei para o pai que vou tentar conseguir a camisa dele, essa nova.

Christian continuará por muito tempo frequentando o Jaconi. Ele, seus pais, e uma incontável variação de camisas alviverdes. O seu desejo para segunda-feira, além da vitória, claro, é que pudesse assistir o jogo em um camarote visitante do Centenário – a rampa de acesso dos visitante no estádio grená dificulta o deslocamento. 

Sobre o sentimento de torcer pelo clube, uma frase definitiva:

– O Ju é uma doença e que não quero o remédio que possa me dar a cura.

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