Com exemplo em casa, Cauê Borges e Caxias do Sul Basquete enfrentam o Vasco - Esportes - Pioneiro

Versão mobile

 

NBB 1010/01/2018 | 05h32Atualizada em 10/01/2018 | 22h49

Com exemplo em casa, Cauê Borges e Caxias do Sul Basquete enfrentam o Vasco

Filho do ex-jogador Chuí, campeão com a seleção brasileira, ala é destaque do time na competição

Com exemplo em casa, Cauê Borges e Caxias do Sul Basquete enfrentam o Vasco Marcelo Casagrande / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS / Agência RBS

Uma história no basquete que vem de berço. Destaque do Caxias do Sul Basquete/Banrisul no NBB 10, o ala Cauê Borges nem lembra a primeira vez que pisou em uma quadra. Ele traz de casa a tradição no esporte. Filho do ex-jogador Chuí – bicampeão sul-americano com a seleção brasileira –, o camisa 4 do time caxiense tem um novo desafio na noite desta quarta-feira. Sob o olhar do pai, Cauê e o Caxias Basquete enfrentam o Vasco, às 20h05min, no Ginásio do Vascão. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).

— Ele sempre teve uma cobrança muito grande por ter uma referência do pai dentro do esporte. Agora está maduro e controlando essas expectativas. Nós que somos fãs dele agora — diz Chuí, hoje com 54 anos.

Será o primeiro jogo do Caxias Basquete no ano e, também, a primeira vez que Chuí estará na arquibancada caxiense.

Considerado uma lenda no basquete de Franca, onde foi quatro vezes campeão brasileiro, Chuí se faz presente na história  e na formação de Cauê Borges. Até hoje, mesmo a distância, o pai dá conselhos para o filho.

— Nós sempre conversamos depois dos jogos. Quando ele está vendo pela televisão, agora que está mais longe, sempre diz alguma coisa que posso melhorar — revela Cauê, que usa o mesmo número da camisa que o pai vestia.

Leia mais
Começo para pensar grande: Caxias do Sul Basquete tem arrancada histórica

Como o calendário do NBB vai de meados novembro até a metade do ano seguinte, é comum que os jogadores estejam quadra no período das festas de fim de ano e no verão. Cauê já está acostumado a essa situação, mas comemora os momentos em que pode estar próximo da família:

— Nós nos acostumamos. O pessoal de fora costuma falar que não tem sábado, não tem domingo e nem feriado. Mas isso se sofre mais é no primeiro e segundo ano. Depois se torna normal.

O “falso gaúcho” Chuí crê em chances para Cauê Borges na seleção

Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

Apesar do apelido e de muitas pessoas até hoje acreditarem nisso, Chuí não é gaúcho. Paulista de Araçatuba, Marco Aurélio Santos ganhou o nome que o consagrou basquete após um período no Mato Grosso do Sul.

— Fomos em dois de Campo Grande para Franca na época que tinha o deputado Índio Juruna. Quando chegamos lá, disseram que éramos índios do Mato Grosso. O Miguel virou Xingu, e eu Chuí. O meu apelido pegou e quando subi para o adulto, acabei ficando conhecido assim — lembra o ex-jogador.

A partir de Franca, a carreira de Chuí deslanchou. Foram quatro títulos brasileiros, duas taças Brasil e três campeonatos paulistas. Com a seleção, levou o Sul-Americano em 1989 e 1993.  

O pai de Cauê vê chances para o filho em futuras convocações:

— Se pegar o nível de aproveitamento dele é acima da média. É uma questão de espaço dentro da função dele. E continuar isso que está fazendo, por mais um ou dois anos, que ele terá essas chances sim.

Primeira vez realmente longe de casa

Foto: Marcelo Casagrande / Agência RBS

Além de Chuí, está em Caxias para acompanhar o jogo de hoje Dodô, mãe de Cauê. Esta é a primeira vez em que o jogador de 26 anos — e que disputa o NBB desde os 16 — fica tão longe de casa.

— Aqui estou bem mais longe do que os times em que já joguei fora de Franca (Liga Sorocabana e Minas). Até mesmo em Belo Horizonte conseguia ir para casa quando tinha uma folguinha. Agora não consigo mais. Mas estou aqui jogando e feliz. Estou fazendo um bom campeonato, o que tira um pouco da pressão da distância da família. Teve a folga no final do ano e deu para ir. Agora eles puderam vir — diz Cauê.

Sob o olhar dos pais, o menino quer fazer bonito de novo.

Leia também
Juventude é eliminado na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros