Despedida melancólica do Ju pós-goleada na Série B - Esportes - Pioneiro

No Jaconi23/11/2017 | 08h00Atualizada em 23/11/2017 | 08h00

Despedida melancólica do Ju pós-goleada na Série B

Clima de tristeza e indefinições marcaram retorno do alviverde na tarde desta quarta-feira

Despedida melancólica do Ju pós-goleada na Série B Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Meia Wallacer revelou que ainda não foi procurado pela direção do Ju para definir sua permanência ou saída para 2018 Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O clima era de fim de festa. Também pudera. Na noite anterior o Juventude levara 5 a 2 do rebaixado Santa Cruz na última rodada da Série B. Um a um, os jogadores do alviverde deixavam cabisbaixo o vestiário do Alfredo Jaconi e entravam em seus carros. Alguns para aproveitarem as férias e retornarem no fim do ano ao Ju, outros para seus desconhecidos destinos.

A cena descrita é da tarde de quarta-feira, quando os jogadores do Juventude retornaram ao Jaconi depois do último compromisso do clube no ano, em Recife. Um fim para lá de melancólico.

- Clima de tristeza. Um fim melancólico, não queríamos deixar essa última impressão. Foi um péssimo jogo de toda a equipe. O sentimento é de vergonha, da família, queríamos terminar o campeonato de forma mais digna, mas infelizmente os resultados nem sempre são como a gente almeja - descreveu o meia Wallacer, ao falar da viagem de retorno da capital pernambucana, com escala em Porto Alegre.

Ainda assim, o jogador analisa que no geral a campanha do time no ano contrasta com a reta final sem pretensões na Série B, principalmente depois de atingir os 45 pontos e ter se mantido na segunda divisão nacional:

- Foi uma campanha boa. Sei que a torcida ficou chateada por esse final, até porque começamos muito bem na Série B. Pode ter certeza que ficamos também. Também sonhamos com o acesso durante a competição.

Sobre futuro, muitos ainda não tiveram suas situações definidas no clube. Um deles é Wallacer, que não esconde o desejo de seguir defendendo as cores do Ju.

- Ainda não sei se fico, estou esperando a direção entrar em contato. Meu desejo é de ficar, todos sabem. O Antônio (Carlos Zago, técnico do Juventude) sabe que pode contar comigo, sabe onde posso ajuda-lo. Mas se não permanecer, onde estiver estarei torcendo pelo Juventude - garantiu.

Renovações indefinidas

Passadas as partidas finais da Série B, o momento do Juventude já é de renovações e acertos para a próxima temporada. No entanto, poucos nomes estão confirmados para 2018.

Além de Mateus Santana e Micael, que já renovaram seus contratos, o goleiro Matheus Cavichioli e o lateral-esquerdo Pará negociam suas permanências para o ano que vem. Além deles, atletas oriundos da base como os goleiros Douglas e Raul, lateral-direito Vidal, o zagueiro Vinícius, os volantes Vacaria e Sananduva e o atacante Caprini permanecem com vínculo com o clube, assim como Yuri Mamute, que tem contrato até o fim do próximo ano.

Já como saídas, apesar de o clube não confirmar oficialmente, o goleiro Oliveira, o zagueiro Domingues, o lateral-direito Tinga, os volantes Fahel e Wanderson, o meia Leílson e o atacante Taiberson deixam o clube. Os jogadores sequer viajaram para o último jogo e muitos nem chegaram a ser relacionados desde a chegada de Antônio Carlos Zago. 

Ainda no campo da especulação, o meia Leandrinho deve assinar com o Ju nos próximos dias. O jogador estava no Fortaleza, onde atuou e ajudou o clube à subir para a Série B, sob o comando de Antônio Carlos. 

- É um jogador que tem uma experiência muito grande. Vestiu camisa de grande clubes. É uma indicação minha e gostaria de contar para o próximo ano - elogiou Zago, mesmo sem confirmar sua contratação.

Leandrinho, 32 anos, começou a carreira sendo chamado de Leandro Lima, no São Caetano-SP. Em 2007, quando ainda defendia o time paulista, jogou pela seleção brasileira no Mundial Sub-20, disputado no Canadá. O atleta ainda atuou por Porto-POR, Cruzeiro, Avaí, Santa Cruz tenho passado também pelo futebol sul-coreano. 

 
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