Vice de futebol José Caetano Setti quer Caxias pensando no acesso  - Esportes - Pioneiro

Entrevista21/10/2017 | 08h00Atualizada em 21/10/2017 | 08h00

Vice de futebol José Caetano Setti quer Caxias pensando no acesso 

Dirigente grená diz estar motivado para uma temporada de vitórias e conquistas na Série D, Copa do Brasil e Gauchão

Vice de futebol José Caetano Setti quer Caxias pensando no acesso  Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Vice-presidente de futebol projeta um 2018 de alegrias para o torcedor do Caxias Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Um começo de trabalho intenso no Centenário pensando em 2018. Com calendário garantido o ano todo, a direção grená começa a encaminhar os nomes que vão vestir a camisa do Caxias no próximo ano.

Oficializado até agora, somente o técnico Luís Carlos Winck. Porém, alguns jogadores já surgem para o time que disputará Gauchão, Copa do Brasil e a Série D do Brasileiro. 

O lateral-direito Igor Bosel e o goleiro Glédson já estão encaminhados. Deste ano devem seguir o goleiro Lúcio, o zagueiro Jean, o volante Marabá, o meia Diego Miranda e o atacante Nicolas, além do meia Tinga, que tem contrato até 2018.

Mais uma vez à frente do futebol do clube, desta vez como vice-presidente, José Caetano Setti falou com o Pioneiro sobre as pretensões do Caxias para o ano que vem e o que já foi realizado até agora. 

Avaliação do que já foi feito 

– Praticamente não paramos. Parou o futebol dentro de campo, mas fora de campo não. Fizemos um trabalho muito bom para 2018. Tivemos a felicidade de renovar com o Winck, que é uma unanimidade no Caxias. Dá tranquilidade para trabalhar.

Agora estamos na montagem final do grupo. Queremos um elenco forte e que dê a alegria que o torcedor do Caxias espera, que venha trazer bons resultados e que possibilite um grande ano. Não vamos comentar contratações. O segredo é que ajuda muito nesse momento, em que está todo mundo atrás de jogadores. 

Se fala um nome e ele já começa a ser sondado, haver uma procura e isso dificulta o acerto. Começa um leilão e o Caxias não tem condições, nem gosta desse tipo de modelo de contratação.

Contratações

– Nós já tínhamos pensado em nomes ainda no Gauchão, até porque tinha a possibilidade da vaga (na Série D). Aproveitamos isso. Fomos atrás de mais informações de novos atletas. Mas agora a participação do Winck é decisiva. Tudo no futebol tem que ser feito em conjunto. Queremos chegar no início da pré-temporada com 90% do grupo fechado. Temos em torno de 18 a 19 jogadores acertados. A maioria com o aval do Winck. Sempre naquela filosofia de que ninguém entende mais do que ninguém, mas o treinador entende mais do que todos.

Objetivo para 2018

– Todo mundo tem um sonho. Tem que ter ambição. Ser campeão e fazer uma boa competição. Mas a gente não pode ter descuido. O Gauchão não é um campeonato fácil. Tem risco para a parte de baixo. Temos que ter consciência que é difícil e não se pode dar espaço para o azar, não pode bobear ou só olhar para cima. Tem que ir passo a passo, degrau a degrau, para chegar onde fomos esse ano. E aí, quem sabe, ter o detalhe a favor.

Motivação

– Como eu sou torcedor do Caxias, gosto do time jogando e me sinto bem, estou motivado. Vejo uma direção trabalhando muito. Um clube no caminho certo. Se vê que as pessoas querem a grandeza e querem transformar o clube em autossuficiente. Isso motiva muito quem está aqui. Todos estão juntos desde 2015, não saiu ninguém. Do contrário, só agregamos mais gente. 

Acesso à Série C

– É determinante. Claro que, para conseguir subir, é difícil. Vamos enfrentar muita coisa, passar por muitas batalhas. Mas é uma ambição grande que temos. Fazer um grande Gauchão e chegar na C. Temos que pensar no acesso. O Caxias tem que pensar nisso. Estamos preparados para encarar isso. Coroaria o trabalho. 

Se o Caxias precisaria de seis ou sete anos para se equilibrar, subindo ano que vem, acredito que em dois anos conseguiria. É uma responsabilidade muito grande. Mas seria a alegria da torcida, e eles têm que entender que só vamos conseguir isso juntos. Só vamos conseguir se eles ajudarem, se ficarem do lado do clube e do time. Abraçar a causa. Principalmente nos momentos difíceis. 

Ju na B mexe com o Caxias

– Claro que mexe. Existe uma rivalidade muito grande e ela é sadia para o futebol da cidade. Caxias do Sul consegue manter dois times e dois estádios do porte que tem graças à rivalidade. Pega o exemplo do Esportivo, em Bento Gonçalves. Uma das cidades mais ricas do Brasil, tem um time só e está aí, passando trabalho e por momentos difíceis, sem apoio nenhum da comunidade. 

Para mim, o que mobiliza o futebol é a rivalidade. Vimos nos Ca-Jus, os três que o Caxias ganhou seguidos, o quanto isso representou para o clube e o quanto mexeu com o torcedor. Voltou a acreditar no time, a ter orgulho e a vestir a camisa. 

Sonho para o final de 2018

– Se fosse sonhar seria para ser campeão gaúcho e subir para a Terceira Divisão. A gente fala porque gosta do Caxias e acredita no que está fazendo. Mas é muito difícil. Se o Caxias fizer um grande Gauchão e subir para a Série C, fico realizado. Toda a direção ficaria realizada com esse acontecimento.    �����

 
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