Em confronto de poucas oportunidades, Juventude empata com o Náutico no Alfredo Jaconi - Esportes - Pioneiro

Série B24/10/2017 | 21h14Atualizada em 24/10/2017 | 21h58

Em confronto de poucas oportunidades, Juventude empata com o Náutico no Alfredo Jaconi

Com técnico interino, equipe alviverde fica no 0 a 0 contra o Timbu, termina série de derrotas, mas está a cinco jogos sem vencer

Em confronto de poucas oportunidades, Juventude empata com o Náutico no Alfredo Jaconi Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Não foi o melhor resultado para o Juventude. O placar de 0 a 0 contra o Náutico, na noite desta terça-feira, no Estádio Alfredo Jaconi, no entanto, foi a mostra de que o sonho do acesso não precisaria ter morrido tão cedo. Com muitas modificações, mas com uma atitude diferente, o time do interino Márcio Angonese deu fim a sequência de derrotas, mas ainda não conseguiu voltar a vencer. A nova chance será contra o Ceará, dia 3, também em Caxias do Sul.

O primeiro tempo começou com um Juventude bastante ofensivo. Mesmo com o pouco tempo de treinamentos que Márcio Angonese teve a frente do time, se percebeu muita mudança em relação ao time que Gilmar Dal Pozzo vinha colocando em campo. Além dos nomes _ sete mudanças _ a característica era diferente. Dois dias de muita conversa foram mais que suficientes para o interino organizar o time, enquanto semanas e semanas de treinamentos fechados não conseguiram dar fim a série de derrotas alviverdes.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 24/10/2017. Juventude x Náutico, jogo válido pela 32ª rodada da série B do campeonato Brasileiro e realizada no estádio Alfredo Jaconi. (Porthus Junior/Agência RBS)
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O problema da primeira etapa, no entanto, foi que toda ofensividade e ímpeto de atacar juventudista não refletiu em grandes chances de gol. As entradas de Bruno Ribeiro na direita, Wallacer e Felipe Lima no meio-campo deram mobilidade para o Juventude. Em 45 minutos o time deu apenas três chutões, diferente dos 18 na partida contra o Paysandu, por exemplo. O toque de bola no campo adversário foi a melhor defesa alviverde na etapa inicial.

Um dos lances mais perigosos do primeiro tempo aconteceu aos 21 minutos. Chegada forte pelo lado direito de ataque, quando Bruno Ribeiro viu Tiago Marques correndo entre os zagueiros do Náutico, cruzou forte. O centroavante alviverde esticou-se tentando o cabeceio, porém não alcançou a bola.

A jogada mais bonita e que simbolizou muito do Juventude sem Gilmar veio aos 36. Inversão de bola de Bruno Ribeiro para Felipe Lima, que girou e cruzou de pé direito. Wallacer, livre, tentou pegar de primeira, mas a bola subiu e foi pela linha de fundo.

A oportunidade mais clara do Ju veio somente aos 46. Bruno Collaço mandou a bola na área de uma cobrança de lateral para Micael, que subiu mais alto que todo mundo, desviar de cabeça por cima do gol de Jefferson. Fim da primeira etapa com o Juventude melhor que o adversário.

O segundo tempo teve uma dinâmica diferente. Enquanto o desespero batia no Náutico, que ainda luta para sair do rebaixamento, os jogadores com menor ritmo de jogo que iniciaram a partida pelo Ju começavam a demonstrar o cansaço. O primeiro foi Wallacer, substituído aos 14. Antes disso, aos 6, o primeiro chute do time pernambucano. Dico fez jogada pelo lado esquerdo, mas Bruno Mota não aproveita.

O gol adversário chegou a sair, sim, aos 9, mas foi anulado. Giovanni cruzou e Rafinha mandou para as redes, mas estava impedido.

O Náutico seguia melhor, e aos 27 Aislan tentou mandar uma bomba em uma falta na risca da grande área, passando por cima do gol de Matheus. A tentativa do Ju veio com o zagueiro Maurício, que arriscou de longe, passando a esquerda de Jefferson.

O time alviverde começou a acordar no jogo muito por conta da entrada de Yago. Foram dele as principais jogadas do Juventude no segundo tempo. Aos 31 o atacante driblou a marcação e cruzou, mas ninguém chegou na bola.

A pressão aumentou e o Ju voltou a dominar a partida. Aos 39, Felipe Lima chutou de fora da área e a bola desviou na marcação, quase enganando o goleiro do Timbu. Na cobrança do escanteio reclamação alviverde de toque na mão de William, que o árbitro nada marcou.

Aos 44 foi a vez de João Paulo ajeitar de peito e Bruninho mandar por cima. O Ju ainda tentou de toda maneira, mas não conseguiu romper a defesa do Náutico, que comemorou o ponto conquistado.

 
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