O lado mais forte e alegre do lateral Pará no Juventude - Esportes - Pioneiro

Entrevista02/09/2017 | 10h35Atualizada em 03/09/2017 | 15h21

O lado mais forte e alegre do lateral Pará no Juventude

Lateral-esquerdo alviverde fala sobre a volta aos gramados, o técnico Gilmar Dal Pozzo e seus objetivos no clube

O lado mais forte e alegre do lateral Pará no Juventude Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Líder e referência técnica. Sincero, ele odeia perder e foi o responsável pela assistência do acesso à Série B. Por tudo isso, é um dos jogadores preferidos pelos Jaconeros. A breve lista apresenta o lateral-esquerdo Erinaldo Santos Rabelo, o Pará, de 29 anos. Há mais de um ano e meio no Alfredo Jaconi, ele quer dar continuidade a melhor fase da sua carreira.

— Consegui uma sequência muito boa. Aqui é onde tive momentos bons. No ano passado, fiz 45 partidas. Fui o jogador que mais entrou em campo. Um momento muito bom e muito feliz — afirma Pará.

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Mas já faz tempo que a papada não o vê vestir a camisa 6. Uma fratura no pé esquerdo, na partida contra o Paraná, no dia 27 de maio, pela terceira rodada da Série C, o afastou por um turno inteiro da competição. O lateral passou 15 dias em casa, de repouso, e outros dois meses entre fisioterapia e treinos de transição física. Mas esse período ficou para trás. 

O jogador está prestes a regressar ao time do técnico Gilmar Dal Pozzo. Provavelmente contra o Inter, no dia 9 de setembro, no Alfredo Jaconi, pela quarta rodada do segundo turno.

Às vésperas deste comemorado retorno, o Pioneiro foi conhecer um outro lado do jogador. O Pará caseiro. E se tem uma coisa que ele é apegado, é em sua família. A esposa Thaíse, companheira de 14 anos, e os filhos Matheus, Eduarda e Rafaela. O que surpreende é que todos tem a mesma opinião: o Pará pai e marido tem características muito parecidas com o jogador.

— Ele não gosta de perder nem par ou ímpar para nós — brinca Thaíse.

Pará confirma a tese:

— Quando estou dentro de campo vou tentar fazer as coisas da melhor maneira possível. Sou chato, reclamo com meus companheiros. E em casa não é muito diferente. Mas, pelo menos, carinhoso eu sou — diz Pará, olhando para os filhos e sorrindo.

Filha Eduarda (à esquerda) diz que pai é carinhoso, mas exigente também Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

— Ele é carinhoso, mas chato de vez em quando e muito exigente. É uma pessoa de bom coração — diz Eduarda.

— É mais legal que a mamãe — complementa a pequena Rafaela, prontamente justificada pela mãe Thaíse:

— O papai deixa fazer tudo.

Mesmo mais tímido, Matheus rasga elogios ao pai:

— É meu melhor amigo.

A família Rabelo crescerá em novembro, com a chegada de Manuela. Até lá, expectativa fora e dentro de campo. Na entrevista, Pará ainda falou sobre a relação com Caxias do Sul, a lesão e o momento do Juventude.

Período em casa
— Fiquei uns 15 dias sem ir no clube. Tinha que ficar em repouso, com o pé imobilizado. Esses dias foram os piores. Nesse período só em casa, a pessoa se estressa um pouco, até porque não está acostumado.

Jogador deve ser titular diante do Inter, no dia 9 de setembro Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Olhar de fora
— De fora é muito fácil. Você fala que poderia fazer uma jogada ou outra, mas lá dentro os espaços são muito curtos e o tempo para pensar também é bem menor. Mas, meus companheiros foram muito bem, estão de parabéns pelo campeonato que fizeram até agora. Espero voltar e ajudar da melhor forma possível, falando alguma coisa ou com aquele jeito que vocês já conhecem, que eu odeio perder.

Gilmar Dal Pozzo
— É um treinador que respeita todo mundo. A torcida não está com muita paciência com ele, por causa de alguns resultados que não estão acontecendo, mas se olhar para a tabela estamos em sexto e temos tudo para alcançar objetivos maiores. Ele é um treinador muito estudioso, trabalhador e nós jogadores temos um respeito muito grande. Ele também respeita as nossas limitações, mas também dá total liberdade para jogar, opinar em algumas coisas. Lógico que a última palavra será dele. 

Objetivos no Ju
— Eu tenho um objetivo muito grande que neste momento é colocar o Juventude na Série A. Acho que temos condições. É um campeonato difícil, mas acredito que, se a gente dar um pouco mais, conseguiremos chegar. Faltam ainda 16 rodadas e a gente tem tudo para conquistar essa vaga. Espero conquistar e, ano que vem, dependendo de ideia da diretoria, ser campeão pelo Juventude.

Fora de campo
— Procuro ficar com a minha família, as crianças. Sou um pouco chato porque pai também tem que dar puxão de orelha. Mas gosto de ficar com eles vendo um jogo, fazendo um churrasco, comendo uma pizza. Levar essa galera toda para comer fora é meio complicado (risos). Então é melhor fazer as coisas em casa. Prefiro ficar em com eles, mais resguardado. Família é um lugar onde você se apega nos momentos bons e ruins. Procuro ficar em casa reclamando um pouco e eles têm que me aturar. Como eu aturo eles também quando acontece alguma coisa que a gente não espera.

 
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