Com retrospecto favorável no Jaconi, Boa Esporte é um adversário indigesto para o Juventude - Esportes - Pioneiro

Série B22/09/2017 | 06h10Atualizada em 22/09/2017 | 15h27

Com retrospecto favorável no Jaconi, Boa Esporte é um adversário indigesto para o Juventude

No ano passado, time mineiro venceu por 2 a 1 na semifinal da Série C em Caxias do Sul e empatou em 1 a 1 na primeira fase

Com retrospecto favorável no Jaconi, Boa Esporte é um adversário indigesto para o Juventude Félix Zucco/Agencia RBS
Inter foi a vítima em 2017: vitória de 1 a 0 do Boa Esporte, do zagueiro Júlio Santos, em pleno Beira-Rio Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Do time que perdeu para o Juventude por 2 a 0 na distante sexta rodada da Série B, dia 10 de junho, em Varginha (MG), cinco seguem como titulares para a partida desta sexta-feira no Jaconi. A lista subiria para seis atletas se o atacante Reis, destaque do Caxias no Gauchão, não tivesse recebido o terceiro cartão amarelo no empate de 2 a 2 com o Guarani. Além dele, está suspenso o lateral-direito Ruan, que não atuou no primeiro encontro. Os dois serão substituídos pelo atacante Casagrande e pelo lateral Léo Baiano. Os remanescentes daquele jogo são os zagueiros Douglas Assis e Júlio Santos, campeão gaúcho pelo Novo Hamburgo, o lateral-esquerdo Paulinho, o meia Fellipe Mateus e o atacante Rodolfo.

O Boa Esporte ainda não perdeu para times gaúchos fora de casa nesta Série B. Venceu o Inter por 1 a 0 no Beira-Rio, dia 1º de julho, e segurou um 0 a 0 diante do Brasil-Pel, dia 1 º de agosto, no Bento Freitas. Se levar em conta o ano passado, o Boa tem ainda mais motivos para aumentar a confiança. Dentro do Jaconi, o time mineiro venceu o Ju por 2 a 1 na semifinal da Série C e empatou 1 a 1 na primeira fase.

No jogo do primeiro turno, em junho, dois reservas que entraram no decorrer da partida serão titulares esta noite: os volantes Escobar e Diones, que assumiram as vagas de Geandro e Eduardinho. Natural de Novo Hamburgo, Escobar, 29 anos, é o capitão e um dos líderes mais respeitados do grupo mineiro. Segundo ele, a estratégia é ter paciência e explorar os contra-ataques:

— A gente sabe que o Juventude é muito forte no Jaconi, ainda mais agora que pode voltar ao G-4. Temos de ter paciência, não podemos ir com tudo para cima. É preciso esperar uma brecha. 

De lá para cá, o Boa Esporte também trocou de treinador. O gaúcho Julinho Camargo, que montou o grupo do acesso à Série B em 2016 e devolveu o Boa à elite do futebol mineiro neste ano, foi demitido no jogo seguinte ao do Juventude. Desde então, Nedo Xavier vem comandando a equipe e conseguindo pontos necessários para afastar o perigo do rebaixamento.

— Mudaram alguns jogadores, mudou a nossa atitude. Ali a gente estava mal na tabela, agora estamos no meio. Era início de campeonato, faltava um pouco de entrosamento. O Juventude também mudou, estamos cientes que vive um bom momento, mas vamos em busca de um bom resultado — diz o zagueiro Júlio Santos, que aos 35 anos tem a expectativa de atuar por mais duas ou três temporadas:

— Se continuar assim, sem lesões, vou seguir jogando. O Novo Hamburgo já entrou em contato comigo também. Vamos deixar acabar a Série B para resolver.

No momento, o Boa Esporte está no meio da tabela de classificação com certa tranquilidade. A meta não é segredo para ninguém: não cair.

— Todos os clubes que vêm da Série C têm primeiro a meta de permanecer. Esse é um jogo fundamental para nós, vai dizer onde vamos brigar: se na parte de cima da tabela ou na parte de baixo — acredita Escobar.

 
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