Técnico formador de atletas da NBA mostra estilo de jogo americano para jovens caxienses - Esportes - Pioneiro

Basquete10/07/2017 | 13h40Atualizada em 10/07/2017 | 14h00

Técnico formador de atletas da NBA mostra estilo de jogo americano para jovens caxienses

Shabaka Lands, 42 anos, esteve na Serra falando sobre a forma de atuar nos Estados Unidos para aspirantes das equipes de Caxias do Sul

Técnico formador de atletas da NBA mostra estilo de jogo americano para jovens caxienses Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Técnico Shabaka Lands mostrou técnicas utilizadas nas principais ligas de basquete do mundo aos jovens atletas Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A formação esportiva através da busca por conhecimento com os principais destaques em cada modalidade é um sonho para todo jovem atleta. Para cerca de 71 aspirantes do basquete de Caxias do Sul, isso se tornou realidade durante o final de semana, e eles puderam realizar um pouco do que vivem os melhores do mundo. O técnico norte-americano Shabaka Lands, 42 anos, esteve no Ginásio Poliesportivo da UCS para comandar um treinamento com a metodologia dos Estados Unidos aqui na Serra Gaúcha.

Com a experiência de quem ajudou a formar vários jogadores para a NBA e que trabalhou em equipes da liga universitária americana, Coach Chewy, como gosta de ser chamado, pode vivenciar durante dois dias os contrastes do basquete praticado aqui para o que é treinado nos Estados Unidos. Do Brasil, uma dura recordação de uma seleção que fez história diante de seus olhos.

— Sou de Indianápolis. Em 1987, estava no ginásio quando o time brasileiro com Oscar Schmitd foi o primeiro a ganhar dos Estados Unidos. Foi a maior derrota norte-americana. Desde então, ouço falar da cultura do basquete daqui — comentou Shabaka, lembrando da medalha de ouro no pan-americano conquistada pelo Brasil.

Durante os trabalhos com os jovens brasileiros, Chewy buscou a comunicação durante o tempo todo, apesar de certos momentos de dificuldade por conta do idioma. Para a formação de uma boa equipe e de um bom atleta, o treinador acredita que o povo brasileiro tem características que possam facilitar esse desenvolvimento:

— O jeito latino favorece na comunicação, a interação entre as pessoas. O basquete nada mais é que um esporte coletivo onde cinco têm de ser somente um em quadra. Durante o jogo tem que se tornar apenas um. E isso só se dá com comunicação. É uma coisa que tenho trabalhado muito aqui no Brasil: fazer as crianças falarem.

Intensidade e fundamentos

A característica de formação também é um fator determinante para a supremacia americana no esporte. Shabaka entende que a repetição e a disciplina nos trabalhos iniciais, na criação dos atletas, são pontos fundamentais para que o jogador cresça com entendimento.

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

— A chave é começar cedo. O grande segredo que temos lá é trabalhar em cima dos fundamentos. Isso que diferencia nosso basquete. São detalhes pequenos em cada fundamento que fazem a diferença no estilo de jogo. Passe, drible, arremesso. Isso dá a condição para que os jovens cheguem numa idade em que se pense mais o jogo com toda a técnica pronta, madura — avaliou o treinador.

Aos treinadores brasileiros, fica o bom exemplo que trazer profissionais de outros países para Caxias do Sul e o que isso pode despertar. Para Rodrigo Kurtz, o Todi, professor na Associação de Basquete de Caxias do Sul (ABACS/UCS), organizadora do evento, e no Clube Juvenil, a passagem de Chewy poderá deixar bons resultados pelo exemplo.

— A intensidade do treino, que é normal nos Estados Unidos, ele trouxe para cá. Os meninos estão sentindo na pele que a disciplina no basquete é muito importante. O esporte de precisão exige isso. Tudo que se faz tem que ser com intensidade, desde o movimento mais simples. Eles cobram muito essa questão e por isso são os melhores do mundo — analisou Todi.

 
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