Meia do Juventude enfrenta marcação dos adversários e do filho - Esportes - Pioneiro

Série B06/07/2017 | 07h38Atualizada em 06/07/2017 | 07h38

Meia do Juventude enfrenta marcação dos adversários e do filho

Leílson tem cobrança em casa para fazer o seu primeiro gol com a camisa alviverde

Meia do Juventude enfrenta marcação dos adversários e do filho Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Leílson está de volta, após período de 10 dias acometido de caxumba Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O meia Leílson é um dos destaques do Juventude neste início de Série B. Desde que chegou ao Alfredo Jaconi, credenciou-se à titularidade e tornou-se o homem de criação da equipe. Até por isso, enfrenta a marcação de volantes e zagueiros adversários. Eles marcam bem, mas não tanto como o jovem Carlos Cauã, de sete anos. Esse fica ainda mais em cima do meia. A diferença? Ele pede um gol ao pai.

— Meu filho marca bastante dentro de casa ¿Pai, você não vai fazer gol, não? No catarinense você fez três¿. Eu tenho que pedir calma. Digo para ele que na hora certa vai sair — conta Leílson.

Uma pressão melhor que a aquela enfrentada em campo.

— A pressão dentro de campo também existe, mas antes do jogo. Quando a bola rola, tudo se organiza e vai para o seu lugar — destaca.

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Neste sábado, o meia alviverde terá mais uma oportunidade para aliviar a pressão com o pequeno Carlos. Poderá estar em campo contra o Guarani, às 19h, no confronto entre líderes da Série B. Depois de 10 dias com caxumba e três rodadas afastado da equipe, ele volta a ficar à disposição. O repouso foi outro período de marcação acirrada:

— Ficar dentro de casa, de repouso e vendo a equipe jogando foi o pior momento. Mas contei com a minha família e meu filho. Todo dia ele questionava ¿meu pai, você não vai jogar, não? O que está acontecendo?¿ Eu explicava para ele que não podia por causa da caxumba. Mas fiquei feliz pelos resultados da equipe.

Só que este tempo fora do time criou uma forte concorrência. O meia Wallacer, seu substituto, teve boas atuações. Marcou gols, deu assistências e criou uma dúvida para o técnico Gilmar Dal Pozzo. A concorrência está acirrada pela camisa 8.

— Toda minha carreira sempre teve essa concorrência sadia em prol do clube. Eu acho que se o Wallacer não for o cara com mais qualidade do time, está entre os primeiros. É um cara sensacional, de grupo e que tem uma história aqui dentro. Estou à disposição e quem o professor optar vai estar representando bem o Juventude — avalia o meia de 26 anos.

Nesta briga, quem ganha é o Juventude, com dois bons meias podendo atuar. E, às vésperas de uma nova maratona de partidas, seria importante começar vencendo o Guarani e retornando para a liderança da Série B. Se Leílson fizer um gol então, seria a alegria da papada e de Carlos Cauã, ao ver o pai voltando a balançar as redes.

 
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