Maioria das entidades selecionadas pelo Fiesporte não vai receber o fomento municipal neste ano - Esportes - Pioneiro

Sem perspectivas13/07/2017 | 07h00Atualizada em 13/07/2017 | 10h13

Maioria das entidades selecionadas pelo Fiesporte não vai receber o fomento municipal neste ano

Situação coloca em risco o futuro do esporte caxiense e causa revolta dos envolvidos

Maioria das entidades selecionadas pelo Fiesporte não vai receber o fomento municipal neste ano Felipe Nyland/Agencia RBS
Equipes da UCS cruzaram os braços em protesto pela situação Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

"Hoje, eles (atletas) se sentem abandonados, mesmo levando o nome de Caxias do Sul em um campeonato. Isso é gasto ou investimento? O Fiesporte precisa ser fortalecido."

A frase é do prefeito Daniel Guerra, em entrevista concedida ao Pioneiro em outubro de 2016, quando ainda postulava ao cargo. Questionado sobre o fomento municipal do esporte, ele destacou a importância e a necessidade que se tinha por melhorias. Entretanto, sete meses após o início do seu governo a comunidade esportiva caxiense teme pelo futuro.

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O que era esperança com o discurso do então candidato, hoje é um sentimento de revolta pelas mudanças de regras no meio do jogo definidas pelo agora prefeito. O que era incerteza até semanas atrás, começou a virar desespero após um doloroso comunicado.

Nesta quarta-feira, as entidades que já foram contempladas com valores pelo município em outras gestões começaram a receber as cartas oficias da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel). A notícia foi péssima. Em um primeiro momento, a grande maioria não irá receber os recursos por problemas na prestação de contas, segundo a prefeitura.

– Eles não cumpriram dois artigos da lei que estão relacionados à prestação de contas. Artigo 23 do decreto, que diz que a prestação de contas deveria ser entregue finalizada, e a cláusula 7ª do contrato que eles assinam com o município, onde diz que eles tinham 30 dias para fazer toda a entrega dos documentos. Muitas entidades não fizeram isso. Eles entregaram a documentação depois – diz a secretária Márcia Rohr da Cruz.

O que as entidades contestam é justamente o fator ¿prestação de contas¿. Em um desabafo de quem se programou com o fomento para atender seus projetos, os representantes questionam: o que faltou para que pudessem receber o dinheiro? São questionados, por exemplo, o número de passageiros em um ônibus e o pagamento antecipado da inscrição para um campeonato.

– Ninguém pegou dinheiro público para uso próprio – diz Carlos Bonone, coordenador de Esportes e Formação da UCS e que administra projetos com verbas do Fiesporte. 

A secretária não soube informar quantos projetos serão aprovados. Promete informar o número definitivo até amanhã, quando todas as cartas devem estar encaminhadas aos destinatários. Porém, ela mesma deixa claro que a grande maioria não deve ser beneficiada.Com a situação, chega ao fim um impasse que durou meses, com uma resposta definitiva da prefeitura sobre os projetos, e inicia outro. 

Afinal, o que o esporte representa para Caxias do Sul? Se a gestão municipal já deixou claro que a pasta não é uma prioridade, qual o impacto das decisões atuais para a comunidade?O Fiesporte não foi fortalecido. Muito pelo contrário. E o que se apresenta como perspectiva de futuro é nebuloso para o esporte caxiense. 

Para onde vai o dinheiro?

Uma questão que fica em aberto com a não liberação de verbas para vários projetos do Fiesporte: para onde vai o dinheiro que sobra? Do valor de pouco mais de R$ 3,5 milhões destinado ao fomento municipal da área, a projeção é de que uma pequena parte será encaminhada para as entidades. A tendência é que o dinheiro seja utilizado em outras áreas, novamente deixando o esporte em segundo plano.

– O dinheiro vai ficar para o Município. A lei não tem dado fechado. Os projetos foram selecionados e todos os procedimentos foram feitos. Não tem como abrir um segundo edital. O que aconteceu é que entre os diferentes passos que temos até a liberação do recurso, algumas entidades não cumpriram com o seu papel e não estão aptas para recebê-lo – afirma Márcia Rohr.

 
 

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