"É um sistema absolutamente viciado", diz secretária da Smel, Márcia Rohr, ao explicar situação do Fiesporte - Esportes - Pioneiro

Sem perspectiva13/07/2017 | 06h15Atualizada em 13/07/2017 | 15h50

"É um sistema absolutamente viciado", diz secretária da Smel, Márcia Rohr, ao explicar situação do Fiesporte

Equívocos nas prestações de contas são principal motivo da não liberação das verbas para maioria das entidades

"É um sistema absolutamente viciado", diz secretária da Smel, Márcia Rohr, ao explicar situação do Fiesporte Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A principal justificativa para que muitas entidades fiquem sem a verba do Fiesporte está no sistema. Segundo a Secretária de Esporte e Lazer, Márcia Rohr, as entidades estavam viciadas num modelo de prestação de contas que não condiz com a lei e as cláusulas dos contratos assinados junto à prefeitura.

— É um sistema absolutamente viciado. Eles entregavam a documentação acreditando que teriam o resto da vida para ficar complementando documentos. Era mais ou menos o que acontecia aqui. As pessoas trazem uma folha como se aquilo fosse um documento e depois começa uma via-sacra respondendo, trazendo de novo, pedindo mais uma vez (o mesmo documento). É um negócio bem chato, sem profissionalismo e sem o cumprimento básico que está exposto no edital — afirma Márcia.

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Segundo a secretária, houve vários problemas na prestação de contas. Uma delas é a forma como as entidades usaram a verba disponibilizada dentro da lei para o pagamento dos contadores, que deveriam ser responsáveis por reunir toda a documentação e entregá-la fechada e correta para a prefeitura.

— É disponibilizado no edital um recurso para o pagamento de contador. Se a entidade paga o contador, ele faz. Foi dito deles para nós que eles só pagavam o contador, mas não era ele que fazia. Então não tem como. Eu não posso só assinar por ser profissional de educação física, tenho que assinar pelo trabalho que executei. Agora se o contador não executou, não é problema da prefeitura, é do contador e da entidade — analisa Márcia.

A secretária se diz triste por ver vários projetos de grande relevância na cidade ficando sem recursos para manterem suas atividades. Ao mesmo tempo, se diz aliviada pela determinação do sistema e pelo fato de as entidades entenderam tudo o que está acontecendo:

— Vejo com tristeza essa situação. Por outro lado, estou um tanto aliviada. Atendi entidades que disseram "isso é ruim e não sabemos o que vamos fazer, mas pelo menos vocês estão dando um basta nesse sistema viciado". Isso me anima para o segundo passo que é a reconstrução do Fiesporte.

Questionada se teme ficar marcada de forma negativa no esporte caxiense, Márcia foi enfática:

— Não tenho medo nenhum. Se isso for personificado é uma pena. Eu não tenho nada a ver com isso, é o sistema. Assim como não tem como penalizar os secretários anteriores por tudo que foi feito. É um conjunto de situações. Não é um secretário de esporte e lazer o culpado por isso, é todo um sistema viciado.

 
 

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