Após oito rodadas, os oito fatores que levam o Juventude a ser líder e o único invicto da competição - Esportes - Pioneiro

Série B19/06/2017 | 07h00Atualizada em 19/06/2017 | 07h00

Após oito rodadas, os oito fatores que levam o Juventude a ser líder e o único invicto da competição

Equipe alviverde encara o Brasil-Pel nesta terça-feira, no Alfredo Jaconi

Após oito rodadas, os oito fatores que levam o Juventude a ser líder e o único invicto da competição Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Já são quatro rodadas em que o Juventude olha apenas pelo retrovisor os demais times da Série B. Única invicta da competição, a equipe de Gilmar Dal Pozzo segue 100% em casa e somando pontos importantes longe da torcida. O último foi no sábado, no 0 a 0 contra o Paysandu, no Estádio Mangueirão.

Com 18 pontos, três a mais que o vice-líder Guarani, o Ju continua surpreendendo. O time segue cinco pontos à frente do Inter, quinto colocado e, mesmo com uma derrota na próxima partida, seguiria no G-4. Como o objetivo principal do clube sempre foi a permanência na Segunda Divisão, cada ponto é comemorado.

Nem o mais otimista dos torcedores imaginava uma arrancada tão positiva. Mas motivos não faltam para explicar o momento alviverde. Antes da equipe enfrentar o Brasil-Pel, nesta terça, às 19h15min, no Estádio Alfredo Jaconi, elencamos oito fatores fundamentais que ajudam a explicar a invencibilidade, a liderança e a confiança dos Jaconeros ao projetar a sequência da competição nacional:

1. Segurança defensiva

Talvez, a chegada de Matheus Cavichioli foi a grande conquista do Juventude na temporada de contratações. A segurança do goleiro, o melhor jogador do Gauchão, é transmitida diretamente aos defensores. Domingues se encaixou bem ao lado do até então contestado Ruan Renato, outro que cresceu de produção. 

Porém, o fato de ter a melhor defesa do campeonato, com apenas três gols sofridos, não se resume a linha de zagueiros e laterais. O Juventude marca forte, com compactação e ajuda desde o ataque. E isso faz muita diferença.

2. O fator Jaconi

Mesmo que direção, comissão técnica e atletas insistam que ainda é necessário ampliar o público dos jogos no Jaconi, o fator local tem sido fundamental nesta largada. Os 100% de aproveitamento primeiro tiveram como marca o poder de reação nos jogos contra Luverdense e Paraná. Depois, teve sofrimento diante do Criciúma, com gol no finalzinho, e uma grande atuação nos 45 minutos iniciais contra o ABC.  Nesta terça-feira, é noite para mais um grande teste.

Tiago Marques tem sido peça fundamental no ataque ao lado de Juninho Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

3. Camisa 9 decisivo

Se Matheus Cavichioli chegou como uma certeza, o grande achado do Juventude para a Série B chama-se Tiago Marques. O camisa 9 veio de uma boa temporada na Ferroviária-SP, mas ainda não tinha conseguido sucesso em grandes clubes. Com cinco gols até aqui e, principalmente, atuações convincentes, ele chama a atenção pela mobilidade, disposição na briga com os defensores e presença de área. O mais difícil será mantê-lo no Jaconi até o fim da competição.

Dal Pozzo auxiliou direção na reformulação do grupo após o Estadual Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

4. Reformulação necessária

Mais do que uma dezena de jogadores chegaram ao Jaconi para a Série B. Mateus Santana, por exemplo, ainda não teve chance de mostrar serviço. O mais importante até aqui é que Dal Pozzo tem opções para mudar o jogo e trocar atletas sem perder qualidade. Outra questão é a maior imposição física. O Ju contratou atletas altos e que se sobressaem na bola aérea ofensiva e defensiva. 

5. Preparação física

No Gauchão, o Juventude se arrastava. Não tinha força para reagir e, é bom lembrar, não fez mais de um gol em uma partida sequer. Com a chegada de Anselmo Sbragia, o cenário mudou. A intertemporada mostra resultado evidente nestas primeiras rodadas, mesmo com longas viagens e espaços curtos de recuperação. Em jogos como contra o Criciúma ou Paraná, o Ju ganhou na bola e no fôlego. 

Sbragia deu novo gás para o Ju Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

6. Improvisações que dão certo

Ao ser questionado após o jogo no Pará, Gilmar Dal Pozzo lembrou: dos quatro laterais de ofício do grupo alviverde, nenhum deles estava à disposição para o jogo contra o Paysandu. Na direita, sem Vidal e Tinga, o garoto Vinícius mostra muita personalidade. Já deu assistência, fez gol e tem crescido a cada partida. Na esquerda, Pará está machucado e Bruno Collaço ficou de fora do último jogo. O jeito foi improvisar o zagueiro Maurício. E ele não comprometeu.

7. Tempo para treinar

Mesmo que alguns reforços tenham chegada na semana de estreia, o mais importante já havia sido feito. O período entre a eliminação no Gauchão e o início da Série B foi fundamental para que Gilmar Dal Pozzo apresentasse um padrão de jogo ao Juventude. Mudam nomes, posicionamentos táticos, mas cada um que entra no time sabe exatamente o que fazer. O Ju do Brasileiro pode atuar no 4-2-3-1, 4-1-4-1 ou 4-3-3 sem que o torcedor sinta gritante diferença. É mérito do trabalho da comissão técnica.

8. Bola parada

Não é novidade para ninguém. É assim na Série A, na Europa e não pode ser diferente na Série B do Brasileiro. Ter uma bola parada ofensiva de qualidade faz muita diferença. E, neste quesito, possuir jogadores com eficiência nas cobranças é fundamental. Leílson, Wallacer, Pará e Bruno Collaço tem sido garçons nas primeiras rodadas. E cada um deles ainda tem qualidade suficiente para decidirem em faltas frontais e cobranças diretas. É aguardar para ver.

 
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