Técnico e ex-jogador Mirko Milicevic ministra clínica de basquete em Caxias do Sul - Esportes - Pioneiro

Intercâmbio22/05/2017 | 21h27Atualizada em 22/05/2017 | 21h33

Técnico e ex-jogador Mirko Milicevic ministra clínica de basquete em Caxias do Sul

Sérvio de 50 anos atuou na seleção da Iugoslávia e enfrentou Oscar, Marcel e companhia

Técnico e ex-jogador Mirko Milicevic ministra clínica de basquete em Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Milicevic (D) trabalhou os fundamentos da gurizada Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A defasagem do basquete brasileiro em relação a outros países reduz ano a ano devido à organização da liga nacional. Os estrangeiros que atuam nos clubes do NBB colaboraram muito para isso. Mas ainda falta algo na formação. Por aqui, Caxias do Sul Basquete, Clube Juvenil e Associação de Basketball de Caxias do Sul (ABACS) se juntaram para mudar esse quadro. De sábado até esta segunda-feira, por convite das agremiações, o técnico e ex-jogador sérvio Mirko Milicevic, 50 anos, ministrou a Clínica Internacional de Basquete para cerca de 70 alunos.

Com a experiência de 250 jogos pela seleção da extinta Iugoslávia, Milicevic está pela primeira vez no Brasil passando sua experiência e conhecendo uma nova realidade.

— Joguei muito contra Oscar, Marcel e outros grandes do Brasil. É o país do futebol, mas não precisa ser só isso. Tem muito potencial e talento. Vários jogadores na NBA. O crescimento pode ser grande — avaliou Milicevic, que foi duas vezes melhor jogador da liga grega e bicampeão mundial de basquete.

Apesar da distância geográfica, o treinador observa muitas semelhanças entre o estilo de jogo do Brasil e o da Europa. O grande diferencial, segundo o sérvio, é a forma como se encara o período de formação:

— Desde os 15 anos, eu treinava quatro vezes por dia e tinha que ir para a escola. Aqui, os meninos treinam isso por semana. Pode fazer a diferença para que mais pessoas cheguem ao alto nível. Se eu tivesse uma escola melhor, talvez não deixassem treinar tanto.

Outro ponto visto pelo sérvio está na forma como são conduzidos esses trabalhos com os meninos.

— Aqui, deveriam ser mais duros na formação. São muito condescendentes. Por isso, há essa lacuna entre uma geração no Brasil e uma na Europa. A forma de jogar é parecida. A diferença é crescer com essa cultura de treinamento e cobrança — concluiu Milicevic.

 
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