Adão Júnior: a modesta volta do Juventude à Série B nacional - Esportes - Pioneiro

Coluna Digital10/05/2017 | 15h12Atualizada em 10/05/2017 | 15h24

Adão Júnior: a modesta volta do Juventude à Série B nacional

Coluna De fora da área, publicada na Zero Hora desta quarta-feira, fala sobre a expectativa real do clube

Adão Júnior: a modesta volta do Juventude à Série B nacional Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

A Série B pode salvar o ano do Juventude. Não que alguém de sã consciência acredite que o time possa conquistar o acesso e voltar à Série A em 2018 após 10 anos fora da elite do futebol brasileiro. A expectativa é muito mais simples do que isso: se manter na segunda divisão e dar prosseguimento à recuperação financeira de um clube que passou por todas as divisões nas últimas temporadas desde 2007. Caiu da A para a B, depois da B para a C e até da C para a D. De 2013 para cá, recuperou dois degraus: primeiro, voltou à Série C e, no ano passado, subiu para a B, onde reestreia na sexta-feira após sete anos fora do circuito.

A participação irregular no Gauchão 2017 não permite sonhar. De uma nota 9,5 de 2016, com o vice-campeonato gaúcho, a belíssima campanha de quase semifinalista na Copa do Brasil e o acesso à Série B no Castelão lotado, baixou para uma nota 4 ou, com boa vontade, um 5. O erro de apostar em um técnico em início de carreira por ter sido ex-jogador de renome e indicado por Antônio Carlos Zago, após este se transferir do Jaconi para o Beira-Rio, custou caro. O ex-lateral-direito do PSG Paulo César Parente não conseguiu manter o padrão de 2016 e a equipe sofreu no Estadual.

A direção precisou corrigir o rumo e trouxe Gilmar Dal Pozzo, ex-goleiro e ídolo do Caxias. O novo comandante encontrou um time sem confiança, quebrado fisicamente pela má preparação física na pré-temporada e com muitos atletas lesionados. A vitória sobre o Inter na estreia foi ilusão. Depois, perdeu três clássicos Ca-Jus em sequência e sucumbiu.

Para a Série B, um time novo: o lateral-direito Tinga, ex-Grêmio, os zagueiros Lino e Domingues, o volante Diego Felipe, o meia Leílson e os atacantes Tiago Marques e Wesley Natã, todos já contratados, além do também atacante Ramon, ex-Brasil-Pel, do volante Mateus Santana, ex-Veranópolis e Lajeadense, e mais os últimos que chegaram: meia Juninho, centroavante João Paulo e goleiro Matheus Cavichioli, campeões gaúchos pelo Novo Hamburgo.

Dos titulares de 2016, apenas três devem seguir entre os 11 neste início de Série B: o zagueiro Ruan Renato, o lateral-esquerdo Pará e o volante Fahel. O lateral-direito Vidal e o meia Felipe Lima estão machucados. Entre as revelações da base depois das saídas do goleiro Elias (Chapecoense) e do zagueiro Klaus (Inter), as maiores promessas para a continuação da "linhagem jaconera" são o atacante Caprini e o volante Sananduva.

O fato é que o Juventude está de volta ao cenário nacional, mas não para reviver as glórias da Era Parmalat. Agora, basta ficar entre os 40 maiores clubes do Brasil.

 
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