Wagner, na despedida do Caxias: "Ganhei três clássicos, comandei a cidade e eles queriam só brigar" - Esportes - Pioneiro

Entrevista29/04/2017 | 07h10Atualizada em 29/04/2017 | 07h10

Wagner, na despedida do Caxias: "Ganhei três clássicos, comandei a cidade e eles queriam só brigar"

Camisa 10 grená no Gauchão falou sobre a relação com o clube e o rival em 129 dias de Caxias do Sul

Wagner, na despedida do Caxias: "Ganhei três clássicos, comandei a cidade e eles queriam só brigar" Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Meia se envolveu em polêmicas dentro e fora de campo durante passagem no Centenário. Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Polêmico. Não há outro termo que defina melhor os 129 dias da chegada do meia Wagner ao Centenário até a última quinta-feira, quando o jogador deixou Caxias do Sul. Entre boas atuações, provocações nas redes sociais e choro com substituição na despedida, o camisa 10 do Caxias no Gauchão passou como um furacão pela cidade, reacendendo a rivalidade Ca-Ju ao extremo após uma temporada sem clássico.

A participação do Caxias no Estadual terminou, assim como a passagem do jogador pelo clube grená. Como último ato, um vídeo falando de jogadores do Juventude. Após a publicação, o Pioneiro buscou ouvir a resposta dos citados, mas a assessoria do Ju informou que os atletas não falariam sobre o caso.

Pretendido agora por clubes da Série A e B do Brasileirão, Wagner foi blindado durante todo o Estadual, no qual não concedia entrevistas durante a semana. Após a despedida do Centenário, ele falou. E sobre todas as polêmicas que envolveram seu nome. Confira abaixo trechos da conversa com o meia:

Despedida do Centenário

— Por um lado feliz, por outro triste. Sabia que poderíamos estar na final do Campeonato Gaúcho e até ter buscado o título. Mas saio feliz pelo trabalho que fiz no clube. Não só eu, mas todos os companheiros. O fato de ter honrado a camisa do Caxias e, o principal, que foi trazer de volta o torcedor para o estádio.

Luiz Carlos Winck

— Com o Winck eu tive umas briguinhas aí (risos). Mas nada que atrapalhasse nosso trabalho. Tudo que ele me falou foi para o meu bem. É uma pessoa que tenho um carinho e admiração enorme. Respeito muito ele e com certeza muitos conselhos que me deu vão me fazer bem futuramente. Se tiver que te falar, ele fala na tua cara, olhando no teu olho. Isso é o que admiro muito. Ele me falou, aceitei numa boa. Só que deixei bem claro que isso é da minha personalidade. Mas como falei, nada que viesse a atrapalhar nosso trabalho e o dos outros atletas, porque aí eu também não iria me sentir bem. Aconteceu tudo que teve que acontecer e fizemos uma grande campanha. Isso que vale.

Jogador contestou técnico Luiz Carlos Winck após substituição na semifinal do Gauchão Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Clássico Ca-Ju

— Eu deixei claro que clássico é Caxias e Brasil de Farroupilha. Com o Juventude para mim não é clássico. Eu não consigo perder para eles. Mesmo fazendo força para perder eu não consigo. Para mim não é clássico (risos). Foram três vitórias muito importantes e que nos colocaram em uma situação muito favorável para o mata-mata. Acabamos pegando eles nas quartas de final e conseguimos a classificação. Não posso nem dizer que foi difícil porque a gente comandou o jogo. Foi uma classificação tranquila e nos motivou mais ainda para ir para a semifinal enfrentar o Inter.

Confusão no Jaconi

— Aquilo ali é uma falta de educação. Eles perderam o jogo e, ao invés de ir para casa, encostar a cabeça no travesseiro e refletir, pensar no que fizeram de errado, não, ficaram esperando para querer brigar. Ficou mais feio para eles ainda. Eu sempre disse que a hora que eu fosse dar a resposta, ia ser forte. Foi o que aconteceu. Ganhei os três clássicos, comandei a cidade e eles atrás de mim querendo brigar, bater boca, brabos. Eles têm é que treinar para um dia tentar ganhar de mim porque ainda não consegui perder para o Juventude.

Vídeo polêmico

— A resposta era para quatro, mas acabei esquecendo de um porque estava com pressa. O Caprini foi porque eu estava quietinho no meu canto, tomando minha cerveja no Carnaval e ele veio junto de mais três ou quatro torcedores me intimar. Disse que queria fazer uma aposta. Eu falei ¿qual é a aposta?¿, e ele ¿uma garrafa de uísque que não perco o Ca-Ju. Se perder, eu pago. Se tu perder, tu paga¿. Aceitei. Foi apostado. Ganhei dele. O Ruan Renato foi porque depois do primeiro jogo ficou me esperando, queria me dar soco, dar pontapé. Minha resposta para ele é que é pé duro, ruim. Quer aparecer, vai brigar, vai para o UFC, que ali pode brigar. Ir para frente do estádio esperar a gente sair para querer brigar?
Do Wallacer foi que ele me falou que ganhava não sei quantos mil no Juventude: R$ 50 mil, R$ 60 mil, não sei. Eu disse ¿tudo bem, cara. O que adianta ganhar isso e não receber ou receber a cada três meses receber um?¿.Então minha resposta foi para eles. Quem provocou foram eles. Eu estava de boa no meu canto.O que faltou foi o Vacaria. Ele se escapou dessa. Ele deve ter dado Graças a Deus porque era outro. Não existe jogador que entra em campo para querer brigar. Prejudicou a equipe deles. No segundo Ca-Ju então, nem se fala. Entrou e em três minutos de jogo errou quatro passes, deu quatro passes no pé do nosso time. Depois, no terceiro, nem tocou na bola e tomou cartão amarelo. O último recado ia ser para ele, mas acabou escapando.


Meia ficou pouco mais de quatro meses no Caxias. Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Relação com juventudistas

— Não tinha contato com ninguém. Para falar a verdade, quem eu conhecia era o Tadeu, que sempre me respeitou fora de campo e eu também respeitei ele. E da garrafa de uísque, tem gente que diz ¿tem recém 19 anos, é guri¿. Então ele mesmo tem que pensar. Ter 19 anos e fazer aposta assim. E o pior de tudo é que não pagou ainda. Saí de Caxias sem ele me pagar. Mas deixa um recado aí para ele: pode pagar para o nosso torcedor que eles estão numa sede (risos).

Choro na substituição

— Senti uma fisgada na posterior, mas sabia que poderia continuar. Tanto que falei para o médico (Aloir de Oliveira) que poderia voltar. Nem eu, nem ele, vimos que já tinha acontecido a substituição. Foi falta de comunicação. Eu pedi para voltar, mas só vi que o Marlon estava na partida quando ele tocou na bola. Saí triste. Sabia que poderia ajudar mais a minha equipe. Mas estava tranquilo porque o Marlon é um grande jogador, que muito nos ajudou. Mas o choro foi de tristeza de não poder ajudar mais minha equipe.

Segue polêmico?

— Vou continuar com minha personalidade. Não sei se para vocês é polêmico, então minha personalidade vai ser a polêmica de vocês. Vou continuar o mesmo. Não tem motivo para mudar. Diante da minha personalidade, da minha pessoa, o que tiver que ser, vai ser.

 
 

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