Caxienses ainda estão se adaptando à rotina da cidade, após pedalar até o Uruguai - Esportes - Pioneiro

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Cicloturismo09/03/2017 | 07h32Atualizada em 09/03/2017 | 07h32

Caxienses ainda estão se adaptando à rotina da cidade, após pedalar até o Uruguai

Os dois ciclistas passaram 66 horas em cima das bicicletas na expedição até o país vizinho

Caxienses ainda estão se adaptando à rotina da cidade, após pedalar até o Uruguai Andreia Fadanelli/Divulgação
Cesar Mincato (E) e Tiago Fiamenghi fizeram quase mil quilômetros em 11 dias pedalando até o Uruguai Foto: Andreia Fadanelli / Divulgação

Foram 11 dias pedalando para cumprir a meta de 972 km de bicicleta de Caxias do Sul até Montevidéu, capital do Uruguai, com uma média de 97 km por dia. Os números ainda indicam 66 horas pedalando, 62 dormindo e outras 60 trabalhando na organização da viagem. Foram nove vinícolas conhecidas e muitas histórias para contar. Esse é o resumo da expedição Bike & Wine, realizada pelos caxienses Tiago Fiamenghi e Cesar Vial Mincato. 

Se os dados geram cansaço para quem lê, a dupla sente dificuldades em retomar a rotina em Caxias. 

— Aqui está tudo igual. O que mudou foi internamente e ter que voltar a fazer as mesmas coisas de antes. Esse é o desafio – cita Fiamenghi.

O projeto combinou esporte e turismo. Houve paradas para conhecer vinícolas e pontos turísticos do Uruguai. Mas o auto-conhecimento foi o ponto principal da viagem. 

— Tem uma fala do Senna (Ayrton, ex-piloto), em que ele diz entrar num estado de meditação. Não enxergava mais nada ao redor, só a pista e um desejo ávido por quebrar o próprio limite. Isso aconteceu muitas vezes — relata Fiamenghi.

A surpresa da dupla foi pela recepção e o ritmo de vida uruguaio. A segurança do país vizinho chamou a atenção. Observar pessoas pedalando à noite era algo natural, diferente do que ocorre no Rio Grande do Sul. Além disso, paisagens que só o cicloturismo pode oferecer.

— Tem um lugar chamado Cabo Polonio. É raríssimo o movimento de carros, muitas árvores e só se ouve os passarinhos. A sensação é de que gostaria de ficar pedalando ali o resto da minha vida. Tu se reconecta com a natureza — conta Mincato.

Agora, a dupla quer repassar a experiência. Seja no livro, que sai em outubro, em palestras ou em um documentário, previsto para 2018. Até lá, pequenas expedições pelo interior de Caxias para matar a saudade. A primeira deve ser em 23 de abril. 

 
 
 
 
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